sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Grande Deturpação (iii)

Escrito por Orlando Vitorino









QUARTA ILUSTRAÇÃO

que mostra como a inteligência portuguesa está encurralada com

A. o testemunho de um militante que nos descreve, por dentro, a organização marxista para a destruição da literatura e da filosofia portuguesa, entre os anos de 1930 e 1974;

B. o testemunho de um crítico literário que nos descreve, por fora, a actuação da organização antes descrita por dentro;

C. os excertos de uma entrevista em que o autor deste livro nos descreve os tristes resultados do que anteriormente se testemunhou.

A. Testemunho de um militante comunista



A contribuição marxista para a deturpação da cultura portuguesa foi feita através de uma organização de escritores, jornalistas, professores e editores que recebeu a designação, primeiro, de "novo humanismo" (cujas manifestações foram coligidas num livro que se deixou esquecer, Por um Novo Humanismo, da autoria de Rodrigo Soares, pseudónimo de um professor da Universidade de Coimbra) e, depois, de "neo-realismo".

Augusto da Costa Dias, recentemente falecido, descreve-nos, num livro editado em 1975 com o título de Literatura e Luta de Classes, a história deste neo-realismo. Logo em 1930, "à nascença - diz-nos Costa Dias - o neo-realismo é contemporâneo dos primeiros esforços para a reorganização do partido comunista e destina-se a ser a sua expressão na batalha cultural e ideológica" (p. 65). É neste sentido que actua e se desenvolve. Faz da "sua imprensa uma via de difusão das consignas políticas" (p. 73), "combateu as ideologias e filosofias burguesas (que se situavam) à margem do fascismo, sem compromissos mas também sem conflitos com ele (p. 66); "difundiu as ideias marxistas na universidade de Coimbra numa data que podemos calcular entre fins da década de 30 e os dois primeiros anos da seguinte" (p. 79); "desenvolveu um imenso labor de animação cultural-política em múltiplos planos: imprensa regional, organização de bibliotecas, trabalhos em clubes, palestras, cursos, exposições"; "controlava e dirigia colaboração para variadíssimos jornais da província" e "em comissões, discutia, planeava os temas dos artigos a enviar, notícias sobre os livros recentes do neo-realismo [...], debatia o tipo de linguagem mais adequado e acessível [...] recrutava, entre jovens, divulgadores, escritores que balbuciavam os primeiros passos, para um trabalho de anonimato, escondido em pseudónimos" (p. 80/81); combateu, entre as "ideologias e filosofias burguesas", os escritores e artistas "sem qualquer identidade com a luta de classes" (p. 66), escritores e artistas que Costa Dias não nomeia mas que são, ou porque são, os que compõem a teoria da nossa autêntica cultura: os modernistas do Orfeu, como Pessoa, Sá-Carneiro e Almada, os epígonos da Renascença Portuguesa e os próprios Leonardo Coimbra e Pascoaes (1), os poetas e romancistas da Presença, então em pleno vigor especulativo, como Branquinho da Fonseca, Gaspar Simões e, sobretudo, José Régio, finalmente os pensadores da "filosofia portuguesa" tendo à frente José Marinho e Álvaro Ribeiro. Sobre os três primeiros grupos, a sanha da organização obedecia a uma consigna, durante todos esses anos extensiva a qualquer escritor ou obra independente, que Costa Dias exprime nestes termos grosseiros: "As suas interrogações (as desses escritores e artistas) dirigiam-se às cisternas da vida íntima (individual, em todas as suas fermentações e decomposições onde explodiam e bufavam apenas angústias, impotências, rebeldias privadas sem qualquer identidade com o pesadelo da luta de classes" (p. 66). Sobre o último daqueles grupos, a vesânia junta-se à sanha e Costa Dias orgulha-se de ter sido o bloco marxista do neo-realismo que impediu os pensadores da "filosofia portuguesa" de exercerem o magistério, ou apenas a influência, que, a avaliar pelas obras de Álvaro Ribeiro e José Marinho, o leitor verificará como teria sido libertador. Deles diz Costa Dias: "Aos homens do neo-realismo se deve o não passarão às filosofias fascistas. Nunca excederam as fronteiras das suas ilhotas. A sua última tentativa - "a filosofia portuguesa" de Álvaro Ribeiro, António Quadros, Orlando Vitorino e consortes [sic] - não chegou a escapulir-se da sua lura de traficantes de mercado negro ideológico" (p. 85).






Pois bem: todo este trabalho de deturpação era realizado, desde 1930, em pleno domínio "fascista", com censuras, polícias, perseguições de que Costa Dias faz mais uma vez, e muitas vezes, o aparatoso rol e que deveriam, naturalmente, impedir que as suas vítimas, os neo-realistas, tivessem qualquer possibilidade de acção. Ora não foi isto o que aconteceu. O trabalho fez-se durante 44 anos, ininterruptamente, espectacularmente, como Costa Dias descreve e nós sabemos que foi. Durante 44 anos o bloco marxista pesou, omnipotente e esmagador, sobre a cultura portuguesa, e Eduardo Lourenço não podia deixar de ter razão e razões para denunciar, como também Costa Dias nos informa, que "os neo-realistas eram terroristas" (p. 84). Não passará de uma suspeita justificada ou será uma conclusão necessária que um acordo, talvez tácito, mas comprovadamente eficaz se estabeleceu entre os governantes ou o establishment fascista e a organização marxista para a deturpação da cultura? Como, de outro modo, será possível explicar tudo o que Costa Dias orgulhosamente descreve e o mais esconde ou cala e nós ainda não esquecemos? Como sem esse acordo, explicar, por exemplo, que as "filosofias fascistas", como C. Dias diz, pudessem, em tempo de fascismo, serem fechadas "na sua lura" pelos marxistas enquanto estes se exprimiam, expandiam e dominavam com a amplitude que também C. Dias nos descreve? Não era a "filosofia portuguesa" e a liberdade de pensamento da literatura e da arte o temeroso inimigo comum a marxistas e salazaristas? Aliás, o próprio Costa Dias confirma, de algum modo, a existência desse acordo quando se indigna com o facto de "prolongando-se o neo-realismo em manifestações ricas" [sic] desde 1930, os governantes fascistas tenham, nos anos 60, "facilitado a liberdade de imprensa [...] para se declarar [como Eduardo Lourenço fez] que os neo-realistas eram terroristas" (p. 84), o que claramente significa que sem liberdade de imprensa que os governantes "fascistas" controlavam não seria possível declarar o que o neo-realismo era.


B. O testemunho de um crítico

Em Novembro de 1970, A Ilha, suplemento cultural do Jornal da Madeira, publicava o artigo que a seguir transcrevemos. O leitor não deixará de observar como este artigo está escrito com um meticuloso cuidado de não dizer tudo, isto é, de não dizer o que explicava tudo e que era isso mesmo de o neo-realismo ser, como vimos no parágrafo, "a expressão do Partido Comunista na batalha cultural e ideológica". Vivia-se, então, em regime oficial de censura mas, como se verifica, a censura funcionava, de facto, em favor do bloco marxista ou, como disse Eduardo Lourenço, do terrorismo cultural marxista.

Em 1938, aparecia nas livrarias um romance com o título de Marés. Era o primeiro romance de Alves Redol e, viria a saber-se mais tarde, a primeira manifestação do neo-realismo. A fotografia do autor, de perfil e de boina, passou a figurar em todos os jornais e em todas as montras. Casais Monteiro, que exercia então uma crítica literária de bem informada e bem estruturada exigência artística, iniciava nos seguintes termos o seu artigo sobre tão celebrado livro:

"Acabo de ler um romance de que a imprensa tem dito muito bem. Como se trata de um novo, há razões para supor que tais elogios não sejam suspeitos... Com efeito, que vemos nós em Marés senão uma tentativa de fazer "arte social", "romance poético" e a estilização, em cenas simbólicas, do ritmo normal do romance? Dizem os papelinhos publicitários distribuídos pelo editor que os seus personagens vivem como a realidade que mostram. No seu conjunto, o romance é enfadonho, lendo-se com dificuldade. A personagem central do livro não é falsa, mas não chega a viver. Todas as outras são ou um apontamento ainda mais escasso ou figuras falsas e insubsistentes. A acção tem, no romance de Alves Redol, uma parte reduzidíssima. Haverá então uma grande percentagem de análise, perguntará o leitor. Não. Há reportagem e má literatura."






Alves Redol publicou a seguir mais algumas novelas - Fanga, Glória, Nasci com o passaporte de turista - e fez uma breve e desgraçada incursão no teatro. E Casais Monteiro, incompatibilizado com os meios literários e os ambientes políticos, abandonava o país, a crítica literária e até a literatura para se refugiar no Brasil, numa universidade do sertão, onde se deixou ficar até hoje [Casais Monteiro morreu em 1972, na cidade de S. Paulo].

Alves Redol era de Vila Franca de Xira e em Vila Franca de Xira escrevia sobre os rurais e os operários desse subúrbio lisboeta. Ali vivera seus anos de infância e adolescência, a admirar toureiros, touros e grandes lavradores. Dessa admiração, e também do ressentimento socializante que ele deixa nas pequenas almas, deixou os sinais no melhor romance que conseguiria escrever: Barranco de Cegos.

De Alhandra, ao lado de Vila Franca, veio a segunda manifestação neo-realista: a de Soeiro Pereira Gomes, autor de Esteiros, romance da borda d'água inspirado pelo Jorge Amado dos Capitães da Areia e, sobretudo, pelo William Wyler de As Ruas de Nova Iorque. Pereira Gomes era cunhado de Casais Monteiro e, penetrado da atmosfera proletária, fabril e socialista dos ambientes onde estava empregado, adoptava, como Alves Redol, uma atitude humilde e simpática perante os altos valores literários que o seu cunhado, discípulo de Leonardo Coimbra, presencista e cosmopolista, então representava. Nas aparições que ele e A. Redol faziam nas tertúlias de café, à espera de horas para o tramway de Vila Franca, eram duas figuras respeitosas, burguesas, provincianas, de gestos compungidos, quase a pedirem desculpa de também fazerem literatura.

Um dia Pereira Gomes exila-se em Inglaterra e Alves Redol suspende a laboração literária para se dedicar, com êxito, ao patronato industrial e publicitário, também, nesta última actividade, pioneiro neo-realista pois à publicidade se vieram a dedicar a maior parte dos seus sequazes.

A reacção de Casais Monteiro ao injustificável êxito do primeiro romance de Redol, era a reacção de uma inteligência culta e artística a uma produção artificiosa e esteticamente nula de um escritor que satisfazia as veleidades literárias no serviço do sentimentalismo socialista. O acolhimento e o êxito que esta produção alcançou, e ainda perdura, transformava em irritação o que, sem esse acolhimento, Casais Monteiro decerto exprimiria em termos menos desanimadores. No êxito obtido via Casais Monteiro um refluxo, agora em termos populistas, daquela literatice atávica que a Presença julgava ter banido definitivamente das fronteiras nacionais dos valores literários. Para mais, tal literatice, mais inculta do que aquela - académica e juliodantesca, fradesca e aquiliana - que a Presença conseguira desacreditar, aparecia à sombra de reivindicações da chamada "justiça social" que Casais Monteiro também perfilhava e chegou a exprimir em livros de versos como Confusão e Voo sem Pássaro Dentro: a um poema em que cantava deslumbrantes flaneios pelas ruas, pospunha versos como "mas esquecia-me de que há propriedade". Todavia, o poeta soube, durante muito tempo, defender a pureza da poesia que não punha ao serviço de nenhum socialismo. Dizia: "A arte não serve, a arte é." Perdido o combate, inútil a indignação perante a avalancha que não cessava de subir, o seu único recurso foi o exílio mais doloroso e forçado, o que se chama voluntário.

O neo-realismo, entretanto, absorvido A. Redol no patronato industrial e fugido Pereira Gomes em Inglaterra, transferia-se de Vila Franca para Coimbra e caía nos braços de estudantes, bacharéis e doutores. Sem ainda terem feito coisa nenhuma, anunciavam, em sueltos que espalhavam por todas as folhas de imprensa da província, uma grandiosa e definitiva obra cultural, intelectual e artística, um "movimento cultural-político único na história do nosso país" [sic]. Reuniam, depois, os sueltos em livro, Por um Novo Humanismo (a designação de neo-realismo surgiu mais tarde), que recebia encómios em todas as mãos. Gaspar Simões, que ficara a representar a estética presencista nos jornais de Lisboa, infatigável e operoso, escandalizava-se com tantos encómios, elogios mútuos, declarações redentoras e revolucionárias, feitos a escritores sem livros, a poetas sem poemas, a romancistas sem romances. E gritava, de Lisboa, aos neo-realistas de Coimbra. Venham obras!




Caricatura de Fernando Namora




As obras acabaram por vir: as novelas de Fernando Namora, publicadas num ritmo certo que ainda se não suspendeu; um livro de poemas de Joaquim Namorado; dois ou três opúsculos de Carlos de Oliveira. Enviavam-nas à crítica, à celebridade, a Gaspar Simões: Aí vão obras! Eram todas lançadas com estrondo e o estrondo soava como uma fúria em laboração incessante.

Começou depois a invasão da capital. Bacharelados, os neo-realistas desciam a Lisboa, à procura de emprego, casavam, instalavam-se nas avenidas do Estado Novo, andares já com duas casas de banho, enchiam-nos de electrodomésticos, colocavam-se no professorado liceal para depois descobrirem o filão das agências de publicidade e das empresas editoriais fundadas pelos capitalistas, compravam automóvel, enviavam artigos para a Vértice natalícia, ocupavam a velha e democrática Seara Nova, assaltavam as redacções dos jornais, apossavam-se de todas as páginas literárias da grande imprensa.

Os literatos de Lisboa, mais "naturais" e urbanos, sem aquele arrebatamento que a província filtrada por Coimbra dá aos triunfadores, rendiam-se aos bárbaros já instalados na direcção das editoriais mais conspícuas e conservadoras e na presidência das colunas dos jornais mais reaccionários: ou se lhes entregavam logo arvorando o rótulo de socialistas, como Urbano Tavares Rodrigues; ou largavam a correr as salas da Mocidade Portuguesa para confessarem eternas fidelidades neo-realistas, como Luís Francisco Rebelo; ou identificavam, como Romeu Correia, o seu populismo cacilheiro e ingénuo com a segura doutrina dos novos doutores de Coimbra; ou saltavam, como Vergílio Ferreira, das vestes negras do seminário para as bandeiras rubras dos neo-realistas. Passou a ser difícil encontrar um funcionário que o não fosse. Depois, passou a considerar-se fascista e reaccionário quem o não era.

Gaspar Simões, já não apenas infatigável mas também teimoso, resistia ainda. Afirmava critérios, impunha determinações formais e conceptuais da poesia e do romance, exigia doutrinas estéticas. Um livrinho de Cochofel, Doutrina Estética, viria, conciliador, satisfazer a exigência. Satisfação insuficiente? Mas não se sabia já que o que importa não é a estética, coisa sempre formalista, coisa de presencistas e reaccionários? O que importa é a finalidade e essa está fora da literatura: na política e no socialismo.

Infatigável, teimoso, mas também prudente, Gaspar Simões acabou por se render também aos novos senhores. E chegou até, na reedição de um volume onde reunira as suas críticas, a alterar os textos originais: como os novos senhores já reivindicavam uma tradição de que Aquilino seria o representante, Gaspar Simões limou as críticas presencistas com que desacreditara o romancista da Via Sinuosa, o prosador que restituía a língua portuguesa ao estilo fradesco de que Eça a libertara.






O que mais tempo resistiu foi, afinal, Joaquim Paço d'Arcos, novelista dos salões da alta burguesia e da alta finança lisboeta onde não tinham entrada os neo-realistas, coimbrões e provincianos. Mas, pouco a pouco, Paço d'Arcos foi acentuando as anedotas sobre a corrupção da alta burguesia e, por fim, com a peça O Braço da Justiça, os neo-realistas acolhiam-no em seu seio. Deram-lhe até, provincianos astutos, a presidência da sua Sociedade de Escritores.

Iam entretanto perdendo fôlego, cansando, os neo-realistas de origem coimbrã. Joaquim Namorado ficou todo no único livro que publicara; Carlos de Oliveira ficou a reeditar os sempre mesmos, sempre festejados e sempre breves opúsculos e quando, vinte anos depois, publicava enfim novo opúsculo de versos, a pobreza do talento ficou à mostra. Fernando Namora é que persistiu, mas o lugar de primeira figura começou a ser-lhe disputado pelo lisboeta Cardoso Pires, com um aparato publicitário em que a literatura bateu todos os produtos comerciais.

Com a invasão coimbrã, Alves Redol, em Vila Franca, silenciara durante longos anos. Mas dominada pela escola toda a organização da literatura, reapareceu com a patriarcal auréola de fundador do neo-realismo e seus romances investindo mais cuidadosamente o parco talento que Deus lhe dera, sucedem-se com uma regularidade operarial.

O triunfo é, deste modo, total, imponente, majestoso. Quem há aí que se atreva a não ser neo-realista? (in ob. cit., pp. 157-166)


(1) A táctica utilizada pela deturpação consiste em ocultar o que não é susceptível de ser deturpado. Pascoaes, Pessoa, Régio e os "filósofos portugueses" são os alvos mais significativos dessa táctica. A ocultação, por sua vez, recorre a vários processos que vão desde a confusão interpretativa, como a que se tem lançado sobre as obras publicadas de Pessoa, a divulgação de imagens caluniosas e aviltantes, como se tem feito com as obras de Pascoaes, Régio e os "filósofos portugueses", até aos obstáculos impeditivos da difusão e mesmo da edição como se procede com os pensadores que são fechados na "sua lura", com os inéditos de Pessoa e com as reedições de Pascoaes.

Continua


2 comentários:

  1. OLá. Gostei muito de ler o que diz. Andava à procura de informação sobre Rodrigo Soares e deparei-me com o seu bolgue. É extremamente interessante o contributo que traz para uma outra visão do neo-realismo e, na verdade há muitas coisas para esclarecer sobre o periodo. Estou a fazer um trabalho sobre o neo-realismo pictórico, e por isso interessva-me saber as fontes da citação que faz de Adolfo Casais Monteiro sobre o romance Marés de Redol e sobre a afirmação de Eduardo Lourenço de que os «neo-realistas eram terroristas». SE me puder ajudar agradeço sob a pronmessa de que citarei o seu blogue ou a si.
    Obrigado
    Filomena Serra fil.serra@sapo.pt

    ResponderExcluir
  2. Cara Filomena,

    Nesta postagem, o autor é Orlando Vitorino e não eu. Quanto às fontes que pretende, o autor deixa, aliás, bem claro onde, a respeito de E. Lourenço, as pode encontrar: Augusto da Costa Dias, "Literatura e Luta de Classes".

    No caso de Casais Monteiro, Orlando não indicou a fonte.

    Entretanto, para efeitos de citação fica o livro de Orlando Vitorino: "Manual de Teoria Política Aplicada", Verbo, Edição Babel, 2010.

    Cordialmente,

    Miguel Bruno Duarte

    ResponderExcluir