sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O sistema monetário internacional

Escrito por Deirdre Manifold









«[A Nova Ordem Mundial] não é mais do que um sistema mundial de fiscalização financeira, colocado nas mãos privadas, sistema que será capaz de dominar os regimes políticos de todos os países e a economia mundial na sua totalidade... a liberdade individual do homem, e as suas escolhas, está estreitamente vigiada, o que permitirá pouca alternativa...». 

Carroll Quigley («Tragedy and Hope»).



O Federal Reserve Bank U.S. é uma ditadura monetária possuidora de poderes discricionários absolutos sobre o povo americano e, por ricochete, sobre o resto do mundo. O paralelismo entre a instituição do sistema do Federal Reserve Bank e do Partido Comunista Soviético é mais do que evidente.

Na URSS a clique estreitamente ligada ao Partido Comunista tudo dirige, agindo no segredo mais absoluto e com total desprezo pelo povo e pela Constituição da União Soviética. Nesses dois países só um reduzidíssimo número de pessoas conhece e beneficia das decisões tomadas por essas súcias.

Nos Estados Unidos, a política monetária é dominada pelos sete membros do Federal Reserve Board, pelos doze presidentes e pelos cento e oito directores dos doze bancos do Federal Reserve. Essas 127 personalidades, agindo no segredo mais absoluto, exercem um poder ilimitado sobre as decisões monetárias.

Na URSS, por seu turno, os 133 membros da Comissão Central do Partido Comunista dirigem totalmente o país.

Estes dois corpos contêm um escol – uma pequena super-comissão.

No sistema do Federal Reserve, essa pequena super-comissão, conhecida sob o nome de «Open Market Committee», é composta por sete membros do Federal Board e por cinco dos doze presidentes dos Bancos da Federal Reserve – 12 pessoas ao todo – e a presença de outros sete presidentes.




No seio da Comissão Central da URSS existe uma comissão restrita chamada Politburo. Esta compreende onze membros em vez dos doze do «Open Market Committee».

De três em três semanas, em Washington, o Open Market Committee reúne-se na sua sede, à porta fechada. (…) Respeitando o prazo de prescrição referente a qualquer transgressão que possa ter cometido, durante seis anos nada se sabe sobre os temas ventilados nessas reuniões. É evidente que nela são tomadas decisões em relação à moeda, aos juros a praticar e ao volume monetário. O próprio presidente dos Estados Unidos não pode estar presente nessas reuniões. Eis o estilo democrático em vigor na América do Norte.

Na URSS, o Politburo, reúne-se, em Moscovo, várias vezes por mês por ocasião das Sessões Secretas. Ninguém é autorizado a penetrar para além do cordão constituído por guardas armados. Como sucede em relação aos Estados Unidos, as decisões do Politburo são mantidas secretas até que seja decidida, superiormente, a sua divulgação.

Na Rússia Soviética, o Partido defende os seus amigos; nos Estados Unidos o Federal Reserve defende os seus associados bancários. Mas nos dois casos a grande massa do povo é mantida inteiramente alheia ao que se passa. Apenas um escol aproveita. Que 240 milhões de americanos supostamente «livres», possam suportar uma situação tão absurda parece pura e simplesmente inacreditável. Mas tudo deixa de ser inconcebível quando se toma conhecimento da profundidade abissal da sua ignorância quanto ao que se passa nas cúpulas. Esses milhões de pessoas são tratadas como atrasadas mentais e os seus tutores são os únicos a saber o que melhor lhes convém. Em 20 anos de negócio e cerca de 5 meses por ano, tive a oportunidade de, quase diariamente, frequentar os meios americanos. Sem jamais perder, durante todo esse tempo, uma ocasião para proceder a uma sondagem sobre o seu grau de conhecimento referente à conspiração do poder dos que decidem a política monetária, apenas me foi dado deparar com uma só pessoa que sabia algo sobre quem governava as suas existências. Tratou-se de um funcionário do governo do Estado de Massachussets. Os designados por «Iniciados» apavoram-se com a perspectiva de serem expostos aos olhares públicos embora todo aquele que se lança nessa aventura saiba de antemão que o espera a difamação ou mesmo a morte.

O Banco Mundial, o Export-Import Bank, O Fundo Monetário Internacional são, hoje, outros tantos instrumentos criados, pelos «Iniciados», para dominar a espécie humana.


O FMI foi instituído em Bretton Woods, em 1944. Harry Dexter White, bem conhecido espião comunista, foi o seu arquitecto. O Presidente Truman, informado pelo FBI das suas ligações com a URSS, em vez de o mandar prender nomeou-o para o FMI, acompanhado doutros numerosos espiões comunistas de alto coturno, tais como: Frank Poe, Lauchlin Currie, William Ulmann, Nathan Silvermaster e Alger Hiss [1]. Eram todos detentores de elevados postos nos Departamentos do Estado americano e beneficiavam, em pleno, da protecção presidencial. E ocorre perguntar: qual a razão que leva um presidente dos Estados Unidos a proteger um espião comunista? Só uma resposta se apresenta legítima: tanto o presidente como o espião estão às ordens de alguém. Ambos sabem como o mundo é constituído. Em «Tragedy and Hope» (Tragédia e Esperança) o Professor Quigley conclui que fomos já longe demais no caminho da Ditadura Mundial para recuarmos. O «Saturday Evening Post», de 18 de Outubro de 1944, acompanhou a reunião de Bretton Woods através de Peter Drucker, porta-voz dos «Iniciados».

«Se o mundo adoptar um sistema de economia dominada, o timoneiro desembocará na URSS. A Rússia Soviética deve representar o modelo para semelhante ditadura, dado que foi o primeiro país a desenvolver a técnica de fiscalização económica internacional».

O FMI reivindica soberanias, imunidades e privilégios que suplantam, em muito, os das nações que o compõem e no seio dos territórios dessas nações.

Assim, o artigo IX, parágrafo 2, prevê que o Fundo possuirá personalidade jurídica plena e inteira e, de modo muito particular, a capacidade de: 1.º contratar; 2º adquirir e fazer uso de todos os bens mobiliários e imobiliários; 3.º accionar.

Neste mesmo artigo, o Fundo atribui-se o poder de emitir juízos, estabelecer estatutos e executar as suas próprias decisões, remetendo e reduzindo os estados membros ao papel de simples polícias. O parágrafo 10 deste artigo obriga cada nação a fazer valer os princípios nele inscritos, nos termos da sua própria lei, e prestar contas ao Fundo das medidas tomadas.

O parágrafo 3 proíbe que o Fundo seja submetido ao poder judicial de qualquer país ou estado em que actue, salvo no caso em que renuncie, expressamente, à imunidade de que goza.

O parágrafo 4 determina: «Os bens e activos do Fundo, quaisquer que eles sejam e em que mãos se encontrem, ficarão ao abrigo de qualquer execução, confisco, expropriação ou outra forma de arresto por acção legislativa ou executiva».




O parágrafo 7 atribui ao Fundo a mesma imunidade diplomática que desfruta qualquer nação que mantenha representação consular mas com esta diferença – que se possa exigir a partida aos representantes dos outros países.

O parágrafo 8 dispensa imunidades e privilégios aos quadros e empregados. E a segunda parte deste parágrafo estipula mesmo: «A todos os governadores, itinerantes, quadros ou empregados que não pertençam às nacionalidades locais serão asseguradas as mesmas isenções às restrições à emigração, nas condições do estatuto de estrangeiro e às obrigações do serviço nacional, e as mesmas facilidades quanto às restrições referentes a operações de câmbio que as dispensadas aos representantes oficiais e empregados da mesma categoria da parte de outros membros».

Os parágrafos 1 e 9 facultam a isenção de impostos sobre todos os bens, rendimentos, operações e transacções assim como sobre os salários e emolumentos pagos pelo Fundo que não sejam cidadãos locais, súbditos locais ou outros nacionais locais.São também isentos de impostos todas as obrigações ou títulos emitidos pelo Fundo, juros e dividendos compreendidos.

Sempre que as grandes civilizações ruíram para jamais se reerguerem, testemunha a História, a riqueza dessas civilizações encontrava-se nas mãos de um punhado de homens.

John Adams escreveu a Thomas Jefferson:

«Todas as embaraçosas confusões e desgraças na América provêm não tanto dos defeitos da Constituição ou da Confederação como de uma falta de honra e de virtude, assim como da ignorância completa da natureza da moeda, do critério e da circulação monetária».

E eis a resposta dada por Thomas Jefferson:

«Penso sinceramente, como vós, que as instituições bancárias são mais perigosas do que os exércitos em campanha e de que o princípio de gastar dinheiro que virá a ser desembolsado pela posteridade, sob o pretexto de consolidação, não é mais do que uma burla sobre o futuro, praticada em grande escala».

E até Mayer Amshel Rothschild afirmou:

«Permiti-me emitir e fiscalizar a moeda de uma nação e troçarei de tudo o que as suas leis instituem».





O ouro armazenado em Fort Knox não pertence ao povo americano mas ao Federal Reserve, grupo privado. O nome dos que possuem semelhantes fundos jamais foram revelados» (in Fátima e a Grande Conspiração, Edições Fernando Pereira, pp. 47-50).


[1] No contexto do progressivo desmantelamento de todas as forças armadas nacionais com vista ao fortalecimento de um exército mundial sob a égide das Nações Unidas, leia-se o seguinte: «Ironicamente, foi Alger Hiss, o qual viria a ser condenado como espião soviético, quem juntou as Nações Unidas com os seus colegas do Departamento de Estado norte-americano. Hiss foi Secretário-Geral da ONU a título temporário, e diz-se que criou o Departamento de Assuntos de Política e Segurança, o qual teria jurisdição sobre todas as operações militares futuras da ONU.

A influência de Hiss é evidente nas entrelinhas das regras e dos regulamentos que governam as operações militares da ONU. Uma das regras prescrevia que o chefe deste departamento seria sempre cidadão ou militar soviético, ou alguém nomeado pelos Sovietes. Tal foi o caso nos primeiros 53 anos, em que os catorze comunistas seguintes ocuparam o cargo vital de Subsecretário-geral. O primeiro indigitado na 35ª reunião plenária de 24 de Outubro de 1946 foi Arkady Sobolev: 1946-49 Arkady Sobolev; 1949-53 Konstantin Zinchenko; 1953-54 Ilya Tchernychev; 1954-57 Dragoslav Protich; 1960-62 Georgy Arkadev; 1962-63 E.D. Kiselyv; 1963-65 V.P. Suslov; 1965-68 Alexei E. Nesterenko; 1968-73 Leonid N. Kutakov; 1973-78 Arkady N. Shevchenko; 1978-81 Mikhail D. Sytenko; 1981-86 Viacheslav A. Ustinov; 1987-92 Vasily S. Safronchuk; 1992-97 Vladimir Petrovsky (in Daniel Estulin, Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg, Publicações Europa-América, 2008, pp. 126-127).





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