sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vacances avec Salazar

Escrito por Christine Garnier








«Vendaval de alegria» e «desordem perfumada», assim retratava Salazar a romancista e jornalista francesa Christine Garnier. Insinuante e determinada, Garnier confessou que ficou, desde a primeira hora, paralisada de espanto ante «os olhos, muito negros, triangulares,  intensos, de um chefe que há vinte e três anos comanda e é obedecido». Corria então o ano de 1951, em que Salazar, numa atmosfera dominada por manobras e intrigas políticas, recusava receber os jornalistas estrangeiros que procuravam obter uma entrevista com o Chefe do Governo.

Uma excepção, porém, caberia a Christine Garnier, que, para o efeito, solicitara a intervenção bem sucedida do embaixador de Portugal em Paris, Marcello Mathias. Enfim, Salazar mostrara-se encantado com a bonita parisiense, a ponto de aprazar nova entrevista na residência oficial de S. Bento.

De resto, a francesinha confessaria a sua intenção de escrever um livro sobre Salazar para o editor Bernard Grasset. Salazar anuíra. E, de facto, em Fevereiro de 1952, viria a lume a edição francesa intitulada Vacances avec Salazar. «Logo de imediato – aventa Franco Nogueira publica-se em Lisboa a tradução portuguesa. Em torno da obra, suscita-se curiosidade acesa, e polémica também» (in Salazar, Livraria Civilização Editora, Vol. IV, p. 259). 


E, no lance, adianta o biógrafo:

«Entretanto, Férias com Salazar é largamente difundido em França e na Bélgica. Muitos jornais publicam críticas elogiosas; e Christine Garnier é solicitada para conferências, palestras na rádio, entrevistas com homens de fama; recebe uma proposta, que recusa, para escrever um trabalho semelhante sobre o generalíssimo Franco; e o príncipe Carlos, da Bélgica, manda adquirir todos os exemplares com encadernação de luxo. Mas em Portugal as reacções são contraditórias. No grande público, há curiosidade; nos círculos políticos, alguns fazem ironia, consideram piegas o trabalho; e outros têm-no por simples propaganda pessoal, tomando-se as declarações de Salazar como desprovidas de sinceridade, mesmo como hipócritas. É entre as mulheres portuguesas, todavia, que a celeuma levanta ruídos, e são maiores as reacções. Salazar procedera com ligeireza, com leviandade, ao conceder entrevistas em passeios bucólicos, solitários, ou sentado com Christine Garnier numa fraga à beira do tanque. É um ciúme generalizado» (in ob. cit., pp. 260-261).







Numa nota acrescida, prossegue ainda Franco Nogueira:

«Lido e estudado à distância de quase trinta anos, o volume aparece a uma luz inteiramente diferente. O retrato que Salazar traça de si próprio e as afirmações que Garnier lhe atribui, quando confrontadas com a documentação hoje disponível e a análise da personalidade que resulta da mesma, demonstram que tudo é muito mais sincero e genuíno do que na altura se supôs. Nas "Férias" Salazar confessa que em novo fez versos de amor. Empresta assim verosimilhança à notícia de que terá publicado um volume de poemas – Ais
– que depois fez destruir. (…) No conjunto, todavia, a obra é frouxa, mesmo superficial em alguns capítulos, que de nenhum modo vão ao fundo dos problemas».


Seja como for, segue-se a transcrição de 
um dos capítulos da obra. Aliás, consta que esse capítulo resultara, em grande parte, de uma situação fictícia criada pela autora, não obstante a inclusão de personagens bem reais, como o latifundiário José Palha, o director do Diário de Notícias, Augusto de Castro, e o banqueiro Ricardo Espírito Santo. Em suma: «Aos três tinham sido pedidos – por sugestão de Salazar ou a pedido de Garnier – "apontamentos" – e notas sobre vários assuntos, a Augusto de Castro sobre a política de neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial, a Ricardo Espírito Santo e José Palha sobre aspectos respeitantes à guerra, à política internacional e ao carácter e estilo de governo do líder do Estado Novo. Estes textos foram revistos por Salazar, que os mandou traduzir e enviou a Christine Garnier, que depois os introduziu no seu livro, como afirmações proferidas num encontro que nunca existiu» (cf. «Uma desordem perfumada», in Os Anos de Salazar, PDA, 2008, 10, pp. 12-14).

Miguel Bruno Duarte






Vacances avec Salazar


«De todas as conjunturas em que a autoridade de um só pode ser útil ao público, nenhuma é tão manifesta como a da guerra».

Luís XIV


Regressei a Portugal. Lentamente, prudentemente, retomo contacto com esta doce terra sentimental e como não sei conservar recordações, que se desfiam entre os meus dedos, sinto-me desorientada. Há quem torne a encontrar, sem esforço, a cor das paisagens perdidas, o eco das palavras extintas, mas, para mim, os dias passados velam-se de esquecimento. E isto causa-me uma pena imensa e empobrece-me…




Assim, mão invisível e familiar como que apagou com uma borracha todas as imagens da minha última permanência em Lisboa.

Partirei amanhã para o Vimieiro. Esta manhã atravesso de automóvel as lezírias, ruivas planícies das margens do Tejo onde se criam os toiros bravos. Camponeses com os seus lenços de cores violentas, curvam-se nos arrozais em longas filas. Durante quilómetros, apenas se vê a imensidade do céu sem nuvens e, depois, aparecem os campinos de barrete verde. A manta de riscas dobrada atrás da sela do cavalo, pampilho na mão, conduzem nobremente os bois na estrada poeirenta.

Vou almoçar ao Monte de Santo Isidoro, a casa de José Palha. A herdade branca surge por entre os sobreiros, com grandes abóboras sobre as telhas rosadas e cinzentas e no meio dos gerânios do terraço. As pombas fizeram ninho nos jasmineiros, encostados aos painéis de azulejo levemente coloridos de azul. Em torno, grandes rebanhos de carneiros avançam lentamente nas pastagens. Os chocalhos das vacas enchem o ar de sons bucólicos. Quanta calma… E é já Paris que recua, foge da minha lembrança.

O dono da casa vem ao meu encontro, movendo o seu chapéu preto de aba larga. É um grande lavrador que ama por igual cavalos, toiros e o canto plangente das guitarras. Junto dele, sorrindo sob o sol da campina, encontram-se Ricardo Espírito Santo e Augusto de Castro. O primeiro, semelhante a um «viking», é um financeiro de Lisboa, grande amador de arte; o segundo, antigo diplomata e escritor de fama, dirige o «Diário de Notícias», o mais importante jornal português.

Assim que entramos na casa, entre móveis vermelhos do Alentejo decorados com flores e corações, vou logo directa ao que me interessa, conforme o meu costume:

– Falem-me do Presidente, - digo-lhes.

– Oh, – peço silenciosamente, – não percamos tempo! Expliquem-me, por favor, as maneiras de Salazar. Ajudem-me a reatar os fios que me escaparam. Tenho de saber se posso fazer perguntas ao Presidente com a minha habitual espontaneidade e rir diante dele sem constrangimento. E dirijo-me a Ricardo Espírito Santo:

– Todos gostam de falar no ar sério de Salazar, «sério» que se nota nas maneiras e na voz. A um dos seus colaboradores declarou um dia: «Devemos ser sempre sérios. Até quando se organizam festas para divertir os homens devemos fazê-lo com seriedade». Diga-me, Salazar fala sempre assim?

– De forma alguma –, responde o banqueiro. Tem muitas vezes reflexões divertidas. Um dia, falando-me de um homem para o qual procurava emprego, disse-me: «Conheci a mulher dele quando ainda era pequenina e trouxe-a ao colo. Quem me diria, nesse tempo, que ainda havia de trazer o marido às costas»? Doutra vez, citou o caso de um cantor que lhe pedia um subsídio para ir a Itália: «Se há tanta gente que me pede auxílio a chorar, sem que a possa socorrer, como quer o senhor que eu dê dinheiro aos que cantam»?


Castelo de Almourol



Quando está à vontade, longe dos cuidados de Lisboa – e vê-lo-á assim, amanhã, no Vimieiro – abandona-se por vezes a uma alegria que surpreende. Já o vi rir como uma criança por uma graça dita a tempo, por uma anedota inocente. Se ele tivesse seguido a sua inclinação natural pode estar certa de que levaria uma vida bem diferente daquela que a si próprio impôs. Foi para melhor servir o Estado que renunciou a todos os prazeres e ao encanto da vida. Desde que se encontra no Poder em poucas recepções apareceu e, no entanto, gosta de festas. Lembro-me da ilha de Almourol iluminada, dos jardins de Queluz preparados para um baile, de um castelo alcandorado num monte e no qual se preparara, segundo as suas ordens, uma refeição à antiga… Ainda há pouco felicitei Salazar pela forma como determinara os detalhes de uma recepção e incitei-o a dar mais vezes festas. Respondeu-me com um meio sorriso: «Não; era capaz de me habituar».– António Ferro, que encontrei em Berna na semana passada, contou-me, – apoiei, – uma história do mesmo género. Pedira a Salazar para assistir uma noite, em sessão privada, à exibição de um filme português. No dia seguinte o Presidente disse-me: «Gostei talvez demais do filme porque não consegui dormir e hoje de manhã não pude trabalhar como de costume. Não está bem. Faça-me o favor de não me tornar a convidar para esse género de distracções».Estamos instalados diante de uma chaminé vazia, em cadeirões de madeira. Em volta de nós, dispostas graciosamente, vêem-se arcas pregueadas de cobre, faianças antigas, inúmeras imagens de santos, que fazem desta morada campestre um vivo museu de arte popular. Pelas janelas abertas chega-nos o som benfazejo das campainhas dos rebanhos que, em todos os países do mundo, nos dá o sentimento da segurança, a ilusão da felicidade.

– Será então pela renúncia às mais simples alegrias que Salazar mantém o seu prestígio?

– Julgo que sim, – admite Ricardo Espírito Santo. Se os seres não têm coragem para agir de acordo com os seus pensamentos, acabam, como diz Bourget, por pensar de acordo com a sua maneira de viver. Não lhe parece? Pois bem, Salazar sempre quis e sempre soube aplicar à sua existência o rigor dos seus princípios. E é isto, na minha opinião, o que o torna respeitado até pelos próprios adversários.

Augusto de Castro descansa o seu copo de vinho do Porto na velha mesa rústica.

– Salazar, – afirma ele, – deve todo o seu prestígio sobretudo à sua inteligência, ao desprezo pela popularidade, por essa popularidade fácil e ruidosa que tanta vez corrói os ídolos.

José Palha, abana a cabeça.

– O que mais nos impressiona em Salazar, o que o distingue dos outros estadistas, – declara, – é o seu espírito de pobreza. Poder-se-ia dizer: o seu «neo-franciscanismo».

Há um instante de silêncio. Cada um destes homens pensa na ideia particular que faz de Salazar e que não está resolvido a desvendar-me. Na casa ao lado, uma criada de saia engomada dispõe em volta dos pratos perfumadas guirlandas de reseda.

Augusto de Castro, que contemplava as traves pintadas de verde com flores, continua em voz surda:

– Na nossa época, ninguém se preocupa com a verdade porque não se está habituado a encontrá-la em parte alguma. Todavia, em Portugal, a verdade conservou o seu valor graças a Salazar, que sempre a apresentou sem artifícios nem disfarces. Nos seus discursos, relatórios, comunicados, não há que procurar subentendidos, frases sibilinas, intenções ocultas. Salazar vai directo à rectidão, à clareza, à verdade pura, sem se preocupar com desagrados. É a verdade a sua melhor arma política. Eis o que nos leva a prestar homenagem ao Presidente.






José Palha, que cruzou as suas longas pernas calçadas de botas altas, inclina para mim a face burilada.

– Uma das qualidades menores de Salazar, – diz, – contribui igualmente para a sua nomeada: o respeito de que sabe rodear as funções alheias. Ouça um exemplo. Quando o Cardeal Spellman voltou em 1947 do último conclave de Roma e passou por Lisboa, o Presidente organizou um jantar em sua honra. A recepção estava prevista para as oito horas mas o avião chegou apenas quarenta minutos antes. O Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros fez notar ao Presidente que as formalidades da Alfândega iriam causar um grande atraso ao jantar e que se poderia abreviá-las ou até suprimi-las. O Presidente respondeu: «É impossível. Só o Ministro das Finanças nos socorreria neste caso e ele não está em Lisboa – Mas, V. Ex.ª é o Presidente do Conselho, exclamou estupefacto o Secretário-Geral, e pode tudo. – Sim, sou Presidente do Conselho, replicou Salazar, mas não sou Ministro das Finanças!»– Em Paris, – disse eu, – Paulo Osório contou-me um dia que muitos portugueses no estrangeiro atribuíam o prestígio de Salazar aos seus êxitos. Será o que devemos concluir da nossa conversa?

– Talvez, – responde o escritor. Porque é um facto: os acontecimentos deram sempre razão a Salazar, quer se tratasse de endireitar as finanças em 1928, de alinhar o escudo pela libra em 1931, de tomar posição ao lado dos nacionalistas desde o primeiro dia da guerra de Espanha e, enfim, de respeitar os compromissos internacionais no decorrer da última guerra. Salazar soube então, graças à habilidade da sua diplomacia, poupar-nos aos horrores da invasão e manteve a soberania de Portugal através de dificuldades sem conta!

Em redor da casa, o som das campainhas torna-se mais intenso. Uma pomba branca vem poisar no rebordo da janela.

– Quer, – pedi docemente, – falar-me de Salazar tal como o viu durante esta guerra?

Augusto de Castro levantou-se. Apoiado a um bufete vermelho constelado de corações, fica um instante silencioso.

– O Governo português, – diz, por fim, – havia assegurado desde os primeiros dias do conflito uma posição de neutralidade. Esta posição fora tomada de perfeito acordo com a nossa velha aliada, a Inglaterra, que, podendo garantir-nos meios de defesa, não tinha interesse em dilatar a guerra até à Península. A nossa neutralidade, porém, – diplomaticamente forte e militarmente fraca – era muito difícil de manter. Como disse então Salazar: «A neutralidade não é cómoda, nem barata…».Por mais de uma vez nos vimos ameaçados pela invasão. Tropas italianas, disse-se, haviam chegado a ser embarcadas com destino a Lisboa. Os aliados afirmavam que os alemães se interessavam fortemente pelos Açores e os alemães espalharam o boato de que os aliados preparavam um ataque a essas ilhas e até propriamente a Portugal. Passámos dias cheios de ameaças e de perigos e as negociações que Salazar teve de dirigir, no decorrer desta «batalha de neutralidade», foram extremamente delicadas.






O meu pensamento escapa-se por um instante e imagino o Salazar dessa época, tal como mo descreveu António Ferro: «Durante a guerra, o Presidente recebia-me sentado, defronte de uma mesa coberta de telegramas cifrados que chegavam de todos os cantos do mundo. Absorvido como um telegrafista na sua cabina de escuta, Salazar tomava nota das comunicações e ele próprio respondia, raciocínio frio e coração ardente, a todas as ameaças de guerra, a todas as ilusões de paz. Outros telegramas chegavam, às pilhas. Conversávamos um pouco. Assim que me levantava para me despedir, Salazar dirigia-se de novo para a sua cabina de escuta, tal como num aeroporto o chefe da torre de comando, que se sente responsável pelas inúmeras vidas suspensas em pleno céu…

«Eu via então, na rua, as pessoas que olhavam tranquilamente as montras opulentas. Os seus rostos ignoravam a angústia. E eu pensava naquele homem tão calmo, de gestos ponderados, que assegurava dia e noite, à sua mesa de trabalho, uma neutralidade permanentemente em perigo. Pensava no homem cujo esforço sobre-humano era totalmente desconhecido de toda a gente que ia jantar para as suas casas tranquilas, enquanto em tantos outros países só havia sofrimento, lágrimas e ruínas…».
A voz rude de José Palha traz-me à realidade:

– Quando os aliados pediram, em 1943, a concessão de bases nos Açores, indispensáveis à vitória do Atlântico, Salazar respondeu «sim», logo ao primeiro contacto. Pediu somente que nos fornecessem meios de defesa contra um eventual ataque aéreo. A assinatura desse acto constitui um dos pontos culminantes da nossa história diplomática e poderia servir de matéria para um estudo fecundo.

– Contudo, – prossegue Ricardo Espírito Santo, – à medida que a posição alemã se tornava mais crítica, os aliados insistiam para que abandonássemos uma neutralidade «in nomine». Salazar que continuava a resistir a estas pressões, disse-me um dia: «O oportunismo só é possível para as grandes nações, seguras da sua força e da sua riqueza. Nós, que somos fracos e pobres, apenas nos poderemos fazer respeitar à força de rectidão e de honestidade. Neste momento, podemos desagradar aos nossos amigos mas, mais tarde, eles compreenderão».

– Isso lembra-me uma anedota pouco conhecida, – exclama José Palha. No princípio da Guerra, um embaixador estrangeiro insistia com Salazar para que este respondesse a certos pedidos. Depois de ter recorrido a muitos argumentos o embaixador admirou-se: «Mas, senhor Presidente, sem esquadra, sem exército, sem dinheiro, que é que julga ter?» E Salazar replicou sobriamente: «Razão, senhor embaixador!».

– Contaram-me outra frase de Salazar – diz Augusto de Castro. A história é da mesma época. O representante de um país amigo apresentou ao Presidente um pedido difícil. Seguiu-se acesa discussão. O representante não hesitou em formular ameaças. Então Salazar, levantando-se, cortou bruscamente: «Saiba, senhor, que não tenho medo de morrer de medo!».

A criada que dispusera as resedas vem convidar-nos a ir para a mesa.

– Ainda uma pergunta! – imploro. A última! Ouvi dizer que Salazar previra durante a guerra a organização política que hoje se chama Pacto do Atlântico. É exacto?



Bandeira da NATO (North Atlantic Treaty Organization).








– Sim, – responde Ricardo Espírito Santo. Num dos seus discursos, em 1944, disse que os países banhados pelo Atlântico seriam chamados dentro em breve a desempenhar um papel importante ao lado dos Estados Unidos e que a América ajudaria a Europa a erguer-se das suas ruínas. Após este discurso profético, Salazar recebeu a visita de um jornalista americano que lhe perguntou como concebia o futuro do mundo. Assisti precisamente a essa entrevista. O presidente expôs longamente as suas ideias sobre a dominante do após-guerra: o afastamento da Europa do predomínio mundial. Via ainda o Atlântico que, em vez de separar os continentes e os povos, seria um elo de ligação entre as Américas, a Europa Ocidental e a África.

«Esta comunidade, disse, terá o encargo de defender a herança da civilização cristã e europeia contra o assalto dos asiáticos».

Alguns anos mais tarde, tal como o previra Salazar, nascia o Pacto do Atlântico (in Férias com Salazar, 3.ª edição, Lisboa, 1952, pp. 89-99).


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