quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ONU: o supergoverno mundial (ii)

Escrito por Miguel Bruno Duarte













Ver aqui



























O Sinal revelador da Besta


Por outro lado, não podemos e não devemos ignorar o facto de já existir, há pelo menos dois decénios, tecnologia especificamente projectada para rastrear, em tempo real, todos os movimentos de seres humanos cujo comportamento também já pode ser previsto mediante sistemas de activa e apurada vigilância. A intrusão do Big Brother pode dar-se, por exemplo, através de telemóveis aptos a denunciar cada movimento humano por via de GPS (57) ou por processo de triangulação, e, no lance, aptos a serem remotamente activados por sistemas de vigilância com acesso directo aos respectivos microfones e câmaras. Tenhamos, aliás, presente de que também já se começou a proceder, na Suécia e nos Estados Unidos, à implantação de circuitos integrados (microchips) nas mãos de seres humanos, mormente em funcionários de algumas empresas que podem assim abrir portas, imprimir documentos e tirar cafés com um simples acenar da mão (58).

Nos próximos decénios estaremos, com toda a probabilidade, aprisionados numa sociedade cibernética onde prevalecerá uma nova espécie de servidão digital, pronta e voluntariamente aceite por uma consciência cada vez menos individual (59), e, nessa medida, colectivamente fundida, modelada e uniformizada por uma tecnologia de comunicação plasmada nos computadores e nos média electrónicos. Teremos, então, a oportunidade de assistir a uma ilimitada expansão do ciberespaço enquanto plataforma virtual interdependente, pós-religiosa e transpessoal (60). Demais, não haverá compra ou venda que não venha a ser submetida ao escrutínio da identificação biométrica (61), um pouco à semelhança do que, em termos apocalípticos, fora já previamente anunciado como o sinal revelador da Besta (62).

A ligação do mundo em rede electrónica “invisível” tem sobretudo visado a infusão de um novo modo de cognição que permanece aquém das fronteiras quotidianas da realidade sentida, experienciada e naturalmente vivida. É como se de um culto secreto (63) se tratasse, atendendo às novas linguagens virtuais de programação da realidade simulada, paralela à amplificação exponencial do ADN no âmbito da “revolução biotecnológica”. Por conseguinte, a prospecta ilusão de uma humanidade totalmente fundida com a tecnologia, como se, desligada do corpo, pudesse conviver dentro de uma realidade gerada por um supercomputador, equivale, portanto, à possibilidade de se produzirem estímulos artificiais que, à margem dos orgãos sensitivos, induzem o sistema nervoso a identificar o estimulado com o verdadeiro.


O homem-máquina


Apagada a personalidade humana, prevalece, então, uma realidade alternativa em que a “inteligência artificial” se sobrepõe ao aprofundamento lógico do pensamento humano inteligente. Convergindo com esta realidade alternativa, surge igualmente a nanotecnologia enquanto actividade apta a elaborar, no domínio da matéria atómica e molecular, novas estruturas susceptíveis de reproduzir tecido orgânico com o que, inevitavelmente, prevalecerá uma artificial e desumanizada imagem do homem. E daí até à introdução de “organismos cibernéticos” (64) resultantes da fusão apocalítica entre o homem e a máquina, decorre efectivamente um processo já praticamente consubstanciado na emergente tecnologia dos neurochips.

Entretanto, não queremos, de maneira alguma, pôr em causa os eventuais benefícios extraídos de aplicações tecnológicas como, aliás acontece no campo da neurotecnologia especialmente dedicada à visualização do cérebro para fins terapêuticos no domínio da depressão, hiper-actividade, privação do sono, bem como na redução de ataques epilépticos, no “tratamento” da “dor fantasma” oriunda da amputação de orgãos e membros, no todo ou em parte, ou ainda na minimização de sintomas relativos a distúrbios neurológicos, entre os quais se incluem as doenças de Parkinson e de Huntigton. Encaramos até com particular interesse o percurso de Elon Musk na área da investigação tecnológica e espacial, como também no domínio dos sistemas de transporte a alta-velocidade preconizados pelo magnata, engenheiro e inventor americano de origem sul-africana. Logo, assim se explica que, no âmbito da sua projecção visionária, Musk tenha permanecido ligado à fundação e liderança de inúmeras empresas especializadas na sustentabilidade da produção e consumo de energia (65), com a perspectiva de se conseguir reduzir o apregoado “aquecimento global” e criar, inclusive, as condições tecnológicas necessárias para o desenvolvimento da vida multiplanetária que, numa primeira instância, tornará possível a colonização do planeta Marte.

Profundamente influenciado por Isac Asimov, Elon Musk tem amiúde dissertado sobre os potenciais perigos da inteligência artificial, a ponto de apelar para a necessidade de haver, a nível internacional, uma espécie de supervisão regulatória que permita, assim, a sobrevivência da humanidade perante o que, um tanto paradoxalmente ,(66) o próprio caracterizou como a “convocação do demónio” por entre os constantes desafios e aplicações da indústria tecnológica invasora (67). Outrotanto apelou quanto à necessidade de, na esfera de acção da Neuralink (68), se desenvolver uma interconexão entre o cérebro e o computador a fim de se poder, num futuro já relativamente presente, competir com os mecanismos cada vez mais avançados da inteligência artificial. Ora, as previsíveis consequências daqui decorrentes resultarão, como é óbvio, na progressiva indistinção entre a percepção da realidade experiencialmente vivida e a simulação a três dimensões de uma teia envolvendo milhões de pessoas numa realidade virtual inconcreta e inexistente.
































































Consideramos, da nossa parte, que todo este movimento virtual corresponde ao que se nos afigura ser a invasão do inorgânico. Entre as características próprias, se assim o podemos dizer, de um tal movimento obscuro e por demais infectado de manifestações hostis às ciências da vida, estão a uniformidade e os processos maquinais de redução ao mínimo das forças materiais por contrapartida ao nível mais alto da ciência humana. Por outras palavras, estamos perante um movimento de indiferença para com o real e para com a desprezada superioridade da lógica aristotélica na sua arte de tornar visível o ainda não visto mas previsível na ordem do espírito.

Entre a multidimensionalidade dos fenómenos paranormais ou meta-psíquicos, ocultos e evasivos por natureza, e a manipulação maquinal da matéria fraccionada e morta não existe, por assim dizer, um denominador comum. Por isso, quando Elon Musk admite que, com base nos objectivos altruístas da OpenAl, é possível contrariar o enorme poder que numerosas empresas obtêm mediante lucros resultantes da oferta de sistemas de super-inteligência artificial, é caso para perguntar porque e em que medida esse poder não será, em última instância, igualmente utilizado pela OpenAl em detrimento da natureza espiritual da pessoa humana. Até porque, invocar simplesmente a utilização da inteligência artificial para benefício da humanidade, implica necessariamente a concentração de um tal poder nas mãos de uma organização internacional, como, aliás, vimos já ser exactamente esse o propósito preconizado pelo visionário americano (69).

Particularmente atento ao caso emergente dos terminators – “ciborgues exterminadores” aparentemente humanos -, Musk conduz-nos assim àquilo que tem sido, nos últimos decénios, o desenvolvimento de protótipos cibernéticos destinados a fins predominantemente militares. Já, agora, considere-se também o caso da Sarcos, uma empresa (70) de pesquisa no ramo da bio-engenharia que, no ano 2000, passou a desenvolver um projecto (71) para a criação de um exoesqueleto energizado, também conhecido por armadura eléctrica, exoframe ou exosuit (72). Aliás, militarmente focada na utilização de “organismos sintéticos” de modo a obter vantagens tácticas, a agência DARPA tem, por seu lado, denunciado um interesse particular na produção de “insectos ciborgue” para, dessa forma, poderem transmitir os respectivos dados através de sensores implantados durante os primeiros estádios do seu desenvolvimento metamórfico. Estima-se, portanto, que o controlo dos mesmos quedará a cargo de uma tecnologia de dispositivos microscópicos, ou, se quisermos, micro-maquinais (73) capazes de sondar um determinado ambiente, quando não mesmo aptos a detectar gás e até explosivos.

Similarmente, a agência DARPA tem procurado ainda desenvolver um implante neural com o qual será possível determinar, por controlo remoto, o movimento dos tubarões, além de explorar as suas peculiaridades sensitivas – como a detecção de vibrações a longas distâncias – susceptíveis de providenciar informações relativas ao movimento de embarcações inimigas, ou, quando muito, detectar explosivos subaquáticos. Um sem-número de experiências, muitas delas coroadas com sucesso, têm vindo, por conseguinte, a ser testadas nalgumas universidades americanas (74) onde se procede ao uso de implantes neurais em besouros, libélulas, abelhas, mariposas, baratas, ratos e pombos. Nisto, é, pois, caso para perguntar se não estaremos, porventura, na iminência da transformação do homem em insecto? – tornando nossa uma expressão tão cara a Denis Saurat, o autor de A Religião dos Gigantes e a Civilização dos Insectos (75).


A agenda transhumanista 


Em consonância com este “admirável mundo novo”, concorre ainda a agenda planetária do transhumanismo enquanto movimento tendente a transformar a condição humana por intermédio de sofisticada tecnologia (76). Um tal movimento resume-se, portanto, a um projecto ultra-tecnológico levado a cabo por engenheiros, informáticos e neurocientistas cuja actividade se traduz no alegado aperfeiçoamento das capacidades físicas e mentais dos seres humanos, começando pelos aspectos bio-fisiológicos e acabando na supressão do pensamento singular mediante a transmutação do cérebro humano num supercomputador (77). Este movimento, fundamentalmente consagrado a uma futura “ordem mundial científica”, tem também recebido o nome de pós-humanismo (78) porque, em última análise, pressupõe que toda a experiência humana se deve encaminhar para a determinação pró-activa e superior da sua própria evolução.










Daqui resultará, necessariamente, um “ser híbrido” inédito que substituirá o “homem novo” dos movimentos distópicos e revolucionários de ontem, porque doravante destituído da adâmica génese fundadora da humanidade, interna ou externamente considerada. Nesta ordem de ideias, Deus não passará então de uma Super-Inteligência Artificial em que a Igualdade, invertendo a Ideia de Bem em Platão, será a palavra-chave da subcultura pós-religiosa e pós-humanizadora (79). E, assim, eis como o transhumanismo pouco ou nada tem a ver com o melhoramento da espécie humana, na exacta medida em que os seres humanos deixam de se ver e contemplar à imagem e semelhança de Deus para, então, se tornarem peças de uma matriz ou engrenagem tecnotrónica inimiga da humanidade (80).

Cindida, do ponto de vista espiritual, a relação profundamente íntima entre o homem e Deus, resta, inevitavelmente, a desumanização da espécie humana até ao ponto em que a robótica finalmente declara a criatura central do universo como a proclamada fonte de todo o mal (81). Obsoletos ficam, entretanto, termos como “higiene racial” e “darwinismo social” para darem lugar a novos termos consagrados na gíria da agenda globalista, tais como “controlo populacional”, “sustentabilidade”, “preservação da natureza”, “bioética” e “ambientalismo”. Quem, de resto, bem sustenta, detalhada e exaustivamente, no que consiste o movimento ambientalista, por interposta pessoa, é, antes de mais, Daniel Estulin:

«[...] Como explica o jornalista de investigação Rob Ainsworth, “o movimento ambientalista não é o movimento popular que diz ser. Os maiores e mais influentes grupos recebem dezenas de milhões de dólares todos os anos, e os seus conselhos de administradores e directores são o reflexo disso mesmo”. Do Survival International ao United Nations Environment Program, do Worldwatch Institute ao International Food Policy Research Institute, do World Resources Institute ao Greenpeace, da Nature Conservancy à International Union for the Conservation of Nature, com sede na Suíça, do programa de desenvolvimento da ONU ao Natural Resources Defense Council, e aos organismos de defesa do ambiente... tudo é gerido por banqueiros, gestores de fundos e grandes companhias petrolíferas. Tal como o Clube de Roma escreveu, na sua publicação de 1991, intitulada A Primeira Revolução Global: “O verdadeiro inimigo é a própria humanidade”» (82).

Na origem do transhumanismo encontra-se o eugenista britânico J. B. S. Haldane, sobretudo através do seu livro intitulado Daedalus: Science and the Future, publicado em Inglaterra, em 1924. O conteúdo deste livro, futurivelmente concebido na base da mutação e da ectogénese – inseminação artificial ou fertilização in vitro –, chegou, por sua vez, a influenciar o romance de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, escrito em 1931 e publicado em 1932. Além disso, também influenciou J. D. Bernal, um especialista em cristalografia da Universidade de Cambridge, e autor de um livro significativamente simbólico, intitulado The World, the Flesh and the Devil, de 1929 (83).

É, apesar de tudo, um facto que foi Julian Huxley, o biólogo evolucionista britânico, a figura que mais geralmente ficou associada ao aparecimento do ideário transhumanista. Se bem que as suas ideias fossem algo diferentes das ideias que, por definição, eram comuns aos adeptos do transhumanismo nos idos dos anos 60 e até 80 (84) do século passado – sendo esse o caso de Arthur C. Clarke com a sua célebre narrativa de ficção científica intitulada 2001: Odisseia no Espaço (1968) (85)  –, a verdade é que o internacionalismo de Huxley, na esfera política, bem como a sua demarcante oposição em relação à teleologia clássica aristotélica, no domínio do evolucionismo biológico, contribuiu sobremaneira para que fosse globalmente considerada a possibilidade de a espécie humana poder, efectivamente, transcender as suas limitações à margem do principío de individuação (86). No entanto, para uma melhor compreensão, basta simplesmente tomar nota de alguns traços biográficos do renomado irmão de Aldous Huxley, coligidos no livro já entretanto mencionado de Daniel Estulin:

« [...] no imediato pós-guerra, Sir Julian Huxley mudou o nome do seu programa de controlo compulsório da natalidade, crescimento económico zero e tecnologia de controlo mental das massas, e continuou a aplicar os princípios que criaram o homicídio em massa dos “racialmente inaptos” na Alemanha nazi. Em 1946, Huxley anunciou que “apesar de ser verdade que qualquer política eugénica radical será durante muitos anos política e psicologicamente impossível, é importante que a UNESCO garanta que o problema eugénico seja examinado com o maior cuidado, e que a opinião pública seja informada do que está em causa, para que muito do que agora é impensável possa pelo menos tornar-se pensável”. Em 1974, Henry Kissinger, discípulo intelectualmente sodomizado de Huxley, disse: “O despovoamento deve ser a prioridade da política externa em relação ao Terceiro Mundo”.






Julian e Aldous Huxley














































Huxley foi um dos fundadores da British Eugenics Society, primeiro director-geral da UNESCO, que advogou a redução populacional e aquilo a que Huxley chamou “uma cultura única para o mundo”; foi também membro importante da Federação [Mundial para a Saúde Mental], director da Abortion Law Reform Association e fundador do WWF [World Wildlife Fund], cujo primeiro presidente foi o príncipe Bernhard dos Países-Baixos, antigo inscrito no partido nazi e um dos organizadores das reuniões do Clube Bilderberg, desde o seu início em 1954» (87).

Actualmente, o espectro da coerção eugénica representa, pois, o sucedâneo, ainda que sob novas roupagens, das predominantes ideologias da raça suprema e do darwinismo social propagadas entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Assim, a forte probabilidade de nos virmos a encontrar, num futuro próximo, a braços com um cenário dantesco onde triunfará, por via do patrocínio estatal, a discriminação genética, a esterilização compulsória de pessoas com as mais inúmeras deficiências, bem como a segregação e genocídio de raças tidas por inferiores, é, na realidade, extrema e pungentemente alarmante. Como tal, não há nada como, em função da agenda transhumanista consagrada à criação de uma espécie superior pós-humana, ir ao encontro de extensos informes colhidos por Daniel Estulin no labirinto das organizações internacionais:

«Ao longo da História, sempre houve aqueles que, tendo em vista objectivos políticos específicos, usam o terror ou a ameaça de terror contra populações-alvo. A razão cientítica fudamental para a tirania sempre atraiu as elites, por lhes dar uma desculpa conveniente para tratarem outros homens “abaixo de cães”. A eugenia, noção descabelada de superioridade e inferioridade hereditárias, teve origem nos anos 80 e 90 [do século XIX]. Foi produzida por uma rede de famílias em que se incluíam um primo de Darwin, Sir Francis Galton, Thomas Huxley, Sir Arthur Balfour, e as famílias Cadbury e Wedgewood, assim como outros estrategas do império britânico do fim do século XIX ligados ao movimento da Távola Redonda, de Cecil Rhodes e Lord Alfred Milner. Viram uma oportunidade de fazer avançar a humanidade para uma nova Idade das Trevas ao pegar nas rédeas da teoria de Darwin, baseada na “sobrevivência dos mais fortes”, e aplicaram princípios sociais para desenvolverem um darwinismo social.

Nos Estados Unidos, a história da eugenia começa em 1904, quando o Laboratório de Cold Spring Harbor foi inaugurado pelo proeminente eugenista Charles Davenport. Este foi financiado pelos principais candidatos americanos a oligarcas: Rockefeller, Carnegie e Harriman. Até 1910, os britânicos criaram a primeira rede de assistentes sociais expressamente para servirem de espiões e imporem o culto racial eugénico, que estava rapidamente a dominar a sociedade ocidental. Os patrocinadores financeiros ingleses de Hitler não foram os únicos a financiar a investigação eugénica. Na década de 20, a família Rockefeller injectou dinheiro no Instituto do Imperador Guilherme para a Genealogia e a Demografia, o qual viria a constituir um pilar fundamental do Terceiro Reich.

No fim da guerra com cadáveres ainda a fumegar por toda a Europa, os aliados protegeram os cientistas nazis, como Joseph Mengele, que tinham torturado milhares de pessoas até à morte. A facção radical eugénica nazi causara embaraço aos controladores sociais anglo-americanos, tornando malditas as palavras “eugenia” e “higiene mental”. No entanto, os “controladores” não iriam ser dissuadidos. Em 1956, a British Eugenics Society decidiu numa resolução que “a sociedade devia prosseguir a eugenia por meios menos óbvios”. Isto corresponde a uma “paternidade planeada” e ao movimento ambientalista. Toda a política de controlo populacional sofreu simplesmente uma mudança de nome, e eles continuaram o seu trabalho sob a protecção das Nações Unidas e organizações suas associadas. As Sociedades de Eugenia, Eutanásia e Higiene Mental da América, da Grã-Bretanha e da restante Europa viram simplesmente os seus nomes mudados para outros, mais aceitáveis: a Mental Health Association, na Grã-Bretanha e a National Association of Mental Health, nos Estados Unidos, vindo mais tarde a ser chamada a World Federation of Mental Health.

[...] A Eugenics Quarterly Magazine passou a ser a Social Biology, e a American Birth Control League passou a Planned Parenthood, sendo hoje em dia o grande responsável pelo despovoamento em África. Não é um facto muito conhecido, mas algumas das maiores instituições de ajuda humanitária e grupos de cristãos fundamentalistas dos EUA têm actuado subrepticiamente em África, ao longo das últimas décadas. A sua bandeira é Planeamento Familiar, mas quando compreendemos as suas verdadeiras implicações e objectivos a longo prazo, percebemos que este conceito foi virado do avesso. Estas políticas de planeamento familiar são advogadas de forma vigorosa e consistente pelos mais importantes doadores bilaterais, como o Governo dos EUA, através do seu delegado, a USAID, e agências multilaterais, sendo as principais: a International Planned Parenthood Federation (IPPF), o Fundo das Nações Unidas para Actividades Populacionais (UNFPA) e o Banco Mundial em África.













































Lynda Carter e Gal Dadot na ONU. Ver aqui




A 'Mulher-Maravilha'. Ver aqui







O Banco Mundial tem sido, desde a década de 60, a entidade que mais financia o controlo populacional, com os seus gastos anuais a aumentarem vertiginosamente, de uns modestos 27 milhões de dólares entre 1969 e 1970 para mais de 4,5 mil milhões em 2006. Os Presidentes do Banco Mundial, Eugene Black e Robert MacNamara, foram a certa altura administradores da Fundação Ford, controlada por Rockefeller. “Mais significativamente, as políticas de controlo populacional são agora uma condição imperiosa, exigida pelo desembolso de empréstimos para ajustamento estrutural (os SAL) pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional, no quadro dos seus Programas de Ajustamento Estrutural (os SAP).

Tipicamente, as condições dos SAP incluem políticas de controlo populacional, além da desvalorização, liberalização e privatização das economias nacionais e dos sectores da saúde e da educação. Assim, a preparação de uma Declaração de Política Populacional é uma condição fundamental para o desembolso de um SAP. Betsy Hartmann, directora do Programa de População e Desenvolvimento no Hampshire College, inventou uma expressão para tais políticas: Eco-Fascismo Malthusiano (MEF). Ela observa que a comunidade internacional que auxilia está agora a concentrar os seus esforços de controlo populacional na África subsaariana, e o planeamento familiar é a prioridade número um: “O imperativo primordial desses programas produzidos internacionalmente consiste em reduzir o crescimento populacional de maneira tão rápida e ‘lucrativa’ quanto possível”. Como ela bem salienta, em grande parte de África, onde a SIDA ameaça ter consequências humanas e demográficas trágicas, a actual ênfase no controlo populacional e na retirada de fundos aos sistemas de saúde corresponde a uma triagem indirecta.

Escusado será dizer que a África não é o único continente em que estas políticas brutais são postas em prática. Em 1972, num esforço para lidar com a chamada “urgência populacional” na Índia, o Banco Mundial financiou um projecto de 2 milhões de dólares que “resultou em milhões de esterilizações involuntárias e milhares de mortes”.

A confluência de eugenistas, nazis, ambientalistas e entusiastas do Estado mundial também se deveu ao restrito Clube 1001, constituído pelas mais antigas e poderosas famílias da Europa, que financia as operações malthusianas dissimuladas do WWF em África. Uma dessas operações do WWF chamou-se Operation Lock, cujo objectivo era salvar o rinoceronte negro na África do Sul. “John Hanks, director do WWF para África, financiou uma equipa de comandos SAS britânicos 'reformados' para se infiltrar e sabotar supostos círculos de caçadores furtivos. Recorreu a uma força exterior paramilitar para instigar a violência entre negros do Congresso Nacional Africano e do Partido da Liberdade Inkatha, praticando actos de violência localizados, como o massacre de Boipatong, a 18 de Julho de 1992”. Este massacre fez com que o Congresso Nacional Africano abandonasse as primeiras negociações formais para pôr termo ao apartheid, acusando o Partido Nacional no poder de cumplicidade nos ataques. O objectivo consistia em desencadear uma sangrenta guerra civil e impedir o fim do sistema de apartheid e a reintegração da África do Sul na comunidade mundial.

O WWF e o seu braço terrorista de acção directa, o Greenpeace, bem como outros grupos com ideias semelhantes, não são apenas uma minoria de lunáticos que possamos facilmente ignorar; são as tropas de choque da olirgaquia na sua luta contra a humanidade. A lei “malthusiana”, semelhante à que foi proposta na Conferências das NU no Cairo sobre População em 1994, é uma teoria demográfica quanto ao crescimento populacional e foi desenvolvida durante a revolução industrial, com base no que Thomas Malthus escreveu no seu famoso livro Sobre População, de 1798, e que mais não foi do que uma versão plagiada da publicação de 1790 do monge veneziano de Giammaria Ortes, Riflessioni sulla popolazione delle nazioni. Segundo a sua teoria, a população expande-se mais depressa do que os abastecimentos alimentares. Ortes é o autor intelectual em que se baseou o esboço genocida apresentado na Conferência das NU no Cairo sobre População, em 1994.

A maior parte das pessoas talvez ache tudo isto no mínimo espantoso, mas os heróis culturais da época passada, como Margaret Mead, os irmãos Huxley e o falecido Carl Jung (principal promotor do “inconsciente colectivo”), não só participaram ano após ano em conferências com o médico nazi responsável por alguns dos mais odiosos crimes contra a raça humana, como também apoiaram entusiasticamente todas as “teorias” que levaram ao holocausto nazi contra a humanidade. Por exemplo, nos anos anteriores à guerra, Jung foi um dos editores da Revista Alemã de Psicoterapia, juntamente com o Dr. M. H. Goering, primo de Hermann Goering e participante num projecto de eutanásia, o “T4”, que consistia na eliminação de quatrocentos mil doentes mentais internados em instituições alemãs» (88).


A cibernética e a contracultura das drogas

















Uma vez aqui chegados, podemos, agora, adiantar que um dos pilares do ataque à cultura do Ocidente começou, efectivamente, nos Estados Unidos, basicamente com a expansão da cibernética. O outro pilar não menos hostil e letal concernente a essa cultura de raiz judaico-cristã, foi o que já tem sido geralmente caracterizado como a contracultura das drogas, particularmente estudada, durante os anos 50 do século XX, pela CIA e os serviços de inteligência dos países aliados, com o objectivo de avaliar e tornar exequível o respectivo potencial em termos de controlo e engenharia social. Demais, seria no decurso dos anos 50 e 60 que a CIA, sob a égide do Projecto MK-ULTRA (89), levaria finalmente a cabo uma série de experiências visando o controlo mental para uso militar – experiências essas, de resto, também ampliadas a dezenas de cidades universitárias em que milhares de estudantes, pioneiros no consumo de LSD, seriam, sem disso saberem, usados como cobaias no âmbito da revolução psicadélica.

Para este efeito, concorrera igualmente o Instituto Tavistock (90) que, já no período imediato ao pós-guerra, enviou para os Estados Unidos os seus melhores especialistas para que pudessem participar nos programas e projectos secretos de controlo da mente da CIA e do Pentágono. Note-se, aliás, que a tentativa de alterar, por via clandestina, o comportamento humano através do uso de drogas como a mescalina, o LSD e a marijuana, estivera, de facto, na origem de transformações sociais, transtornos mentais e funda alucinação colectiva experienciados pelo movimento delirante e psicadélico dos yippies dos anos sessenta. Entretanto, atendendo mais particularmente às origens, componentes, efeitos e aplicações do uso de LSD, relata Daniel Estulin o seguinte:

«A dietilamida do ácido lisérgico ou LSD foi inventada em 1943 por Albert Hoffman, um químico da Sandoz A. B., uma farmacêutica suíça pertencente à S. G. Warburg. O principal componente do LSD é o tartarato de ergotamina, que Hoffman converteu em ergotamina sintética, uma potente substância que altera a mente e é altamente viciante. “Ainda que não se disponha de documentação precisa sobre os patrocinadores da investigação do LSD, podemos supor, sem medo de nos enganarmos, que nela participaram a Inteligência britânica e a sua filial, a norte-americana OSS. Allen Dulles, que era director da CIA quando esta iniciou o programa MK-ULTRA, foi o chefe de gabinete da OSS de Berna, na Suíça, enquanto decorria toda a investigação inicial da Sandoz. Um dos seus ajudantes era James Warburg, da mesma família Warburg que contribuiu decisivamente para fundar, em 1963, o Instituto de Estudos Policiais, e trabalhou tanto com Huxley como com Robert Hutchins”.

Foram 149 os subprojectos do programa MK-ULTRA, muitos deles relativos à investigação da modificação do comportamento, à hipnose, ao efeito das drogas, à psicoterapia, aos soros de verdade, aos germes patogénicos e às toxinas dos tecidos humanos.

Em relação à Inteligência, o programa MK-ULTRA tinha como propósito encontrar uma forma de manipular a memória. Dessa forma, tinha de se afastar daquilo que os freudianos chamam “superego” e permitir ao agente controlador o acesso directo à mente de um agente inimigo. Esse era o primeiro passo. O segundo, consistia em apagar informações específicas da memória do sujeito e substituí-las por recordações novas, o que permitiria à agência enviar o agente de volta ao seu território sem que soubesse que tinha sido interrogado e que tinha revelado informação sensível. O terceiro, ainda vai mais além: podia programar-se esse agente inimigo para realizar acções em nome da agência, sem saber quem tinha dado a ordem nem por que razão. Este era o tema do filme O Candidato da Manchúria. E continua a ser essencial no estudo daquilo que hoje conhecemos como hipnoterapia e psicanálise “profunda”, pois o psiquiatra tenta aceder às camadas do inconsciente; entre elas, de traumas sofridos na infância para neutralizar o efeito dos mesmos e, em alguns casos, para substituir certas regras de comportamento por outras novas e aprovadas» (91).

Além da Agência Central de Inteligência (CIA) comprometida neste processo, outros factores estiveram igualmente em causa. Entre eles, vejamos primeiramente o seguinte, no dizer de Estulin:

«A partir de 1962, o Instituto de Investigação para a Defesa Nacional da RAND Corporation de Santa Mónica, na Califórnia, iniciou também um estudo secreto de quatro anos sobre o efeito do LSD, do peiote e da marijuana, como ferramentas de avaliação psiquiátrica, nos casos de psicose. A RAND Corporation – que nasceu do Estudo do Bombardeamento Estratégico na época de guerra, uma “análise de custos” dos efeitos psicológicos sofridos pelos núcleos de população alemã após os bombardeamentos – é um centro de investigação que goza de financiamento federal e é patrocinado pelo Gabinete do secretário de Defesa e pelo Conselho para as Relações Externas. O estudo baseou-se no trabalho do psiquiatra W. H. McGlothlin, que levou a cabo investigações preliminares sobre Os efeitos duradouros do LSD em determinadas atitudes de pessoas normais: uma proposta experimental» (92).




















Por fim, vejamos mais um desses factores, presente na obra do autor:

«"A contracultura das drogas foi precisamente a arma que empregaram a Escola de Frankfurt e os seus companheiros de viagem durante os cinquenta anos seguintes para criar um paradigma cultural que se afastasse da denominada matriz 'autoritária' do homem feito à imagem e semelhança de Deus e da superioridade da forma republicana de Estado-nação sobre qualquer outra forma de organização política. Transformaram a cultura norte-americana e desviaram-na até uma matriz erótica e perversa, associada à actual tirania do 'politicamente correcto', da tolerância perante o abuso desumano de drogas, da perversão sexual e da glorificação da violência. Para os revolucionários marxistas/freudianos da Escola de Frankfurt, em última instância, o antídoto para a odiada civilização ocidental judaico-cristã consistia em derrubar essa civilização, a partir de dentro, produzindo gerações de necrófilos".

Se esta afirmação parece dura, fixe-se na que vem a seguir. Na sua obra de 1948, A Filosofia da Música Moderna, Theodore Adorno, líder da Escola de Frankfurt, disse que a finalidade da música moderna é literalmente pôr louco quem a ouve. “Justificou-o afirmando que a sociedade moderna era um ninho de maldade, autoritarismo e fascismo potencial, e que só destruindo a civilização por meio da difusão de todas as formas de pessimismo cultural e de perversidade, se podia chegar à libertação”.

[...] “Eric Fromm, outra figura proeminente da Escola de Frankfurt, dedicou uma boa parte da sua obra fundamental de 1972, A Anatomia da Destrutibilidade Humana, à análise da necrofilia, a qual, segundo diz, era a tendência dominante na sociedade moderna. Fromm definiu a necrofilia, dizendo que abarcava todas as formas de obsessão pela morte e a destruição, em particular as que tinham intensas conotações sexuais. Ironicamente, a 'cura' que propunha contra esta perversão social generalizada era a contracultura das drogas, do rock e do sexo, que apareceu no final dos anos 60”» (93).


O pesadelo orweliano


Sempre em nome do combate às injustiças do mundo, estão, neste preciso momento, a ser promovidas vastas estruturas de poder global para condicionar, coagir e redireccionar a percepção humana através de dominantes, poderosas e esmagadoras redes de comunicação social. A corrente censura no domínio da Internet, tornando cada vez mais presente o pesadelo orweliano, é apenas uma prova disso mesmo, tendo em conta as regulamentações traçadas entre os vários governos e os gigantes tecnológicos de Silicon Valey, tais como: Google (94), Apple, Facebook, Twitter, etc. (95). E uma vez anulada a possibilidade de cada pessoa exprimir, manifestar e, eventualmente, explanar a sua opinião, parecer ou pensamento, seguir-se-á o ataque directo e implacável a todos os direitos fundamentais que naturalmente enformam a natural tessitura das relações humanas.

Direitos terão só, então, e num sentido absoluto, os oligarcas do centralismo planetário, ou a tal elite mundial a que David Rockefeller (96), a dada altura, se predispôs a reconhecer como sendo uma cabala internacionalista movida por uma complexidade de interesses e propósitos profundamente interligados. Não se pense, no entanto, que esta articulação se reduza simplesmente a uma aliança estabelecida entre governos, instituições internacionais e o mundo dos negócios, pois ela é, antes de mais, a consequência directa de encontros discretos de periodicidade anual (97) onde, de modo informal mas ainda assim eficiente, se juntam grandes banqueiros e industriais, políticos, membros da realeza, funcionários governamentais, agentes dos Rothschild, directores da CIA e da NSA, além de líderes e altos representantes de grandes empresas tecnológicas, entre as quais se contam as da Microsoft, Google, Facebook, Twitter, LinkedIn e Amazon. É, aliás, sabido que quase todas estas empresas de tecnologia auxiliam, de uma forma ilícita, as autoridades dos Estados Unidos a espiar pessoas em todo o mundo, como é também perfeitamente sabido que, desde 2004, existe uma parceria entre a Agência Central de Informação e a empresa Google, sob a qual se esconde o complexo militar-industrial americano.

Muitas destas empresas de tecnologia têm, por sua vez, sido bloqueadas na China comunista, pese embora algumas delas tenham, um tanto ironicamente, vindo a apoiar, no que toca à navegação na Internet, as medidas e procedimentos de censura implementados por Pequim (98). E como se tudo isto já de si não fosse bastante, a ONU, também ela profundamente hostil à liberdade de opinião e pensamento, já colocou, no cargo de secretário-geral de uma das suas agências de controlo e dominação mundial – a União Internacional de Comunicações (99) –, um agente comunista chinês, de seu nome Houlin Zhao, para quem a censura apenas se encontra nos olhos de quem vê. Pois bem: o que daqui se infere não pode ser outra coisa senão o facto incontornável de que a ONU se está preparando para assumir, à escala mundial, o papel de agente censor e “regulador” da Internet.

É por demais óbvio que a supracitada agência tem também oferecido potenciais condições para a realização de actividades de espionagem por parte da República Popular da China. De resto, as recentes propostas da agência no sentido de “reformar” a Internet – “regulação” das redes sociais, limitações impostas à liberdade de expressão e até o pagamento de taxas à ONU para que os utilizadores possam usufruir dos habituais serviços de e-mail e Skype –, tudo isso caminha, a passos largos, para o estabelecimento de uma infra-estrutura tecnológica internacional dirigida por membros, agentes e operativos de regimes totalitários (100). E não esqueçamos ainda o facto de alguns destes agentes, provenientes da China, terem já ocupado cargos de relevo em outras agências especializadas da ONU, como é, por exemplo, o caso de Margaret Chan (101) na Organização Mundial de Saúde (OMS), ou o caso de Li Yong (102), na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).


Ver aqui














Ver aqui








Margaret Chan


Li Yong







Sede das Nações Unidas em Nova Iorque.




Ver aqui e aqui



















O “clube dos ditadores”, conforme tem sido justamente designado o supergoverno mundial, também procurou recentemente interferir, contra o estipulado na Carta das Nações Unidas, nos assuntos internos dos Estados Unidos no que particularmente toca à tentativa de restringir alguns dos direitos consagrados na sua Constituição, designadamente quanto à liberdade de expressão, de pensamento e de livre associação pacífica. A avalanche de avisos, declarações, comunicados de imprensa e sucessivas condenações chegou, pois, na sequência da violência ocorrida em Charlostteville (103), Virginia, no intuito de exigir ao Governo dos Estados Unidos que tomasse as devidas providências contra o “discurso de ódio” que fora, aliás, propositadamente instigado pelas “fake news” com vista a incendiar todo o país (104). Ora, esta ingerência, praticada no âmbito da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ICERD), constitui, sem dúvida, um abuso de autoridade ilegítima por parte da ONU, em primeiro lugar porque estamos perante um patenteado assalto dirigido à primeira emenda da Constituição americana, a qual, se proibe que o Congresso decrete qualquer lei inibitória da liberdade de religião, expressão, imprensa, associação pacífica e de petição ao governo contra eventuais agravos sofridos, muito menos admitirá a intromissão de terceiros num domínio para o qual não foram certamente chamados a pronunciar-se, quanto mais a exigirem a censura em nome da “lei internacional” dos “direitos humanos” (105); em segundo lugar, porque esses mesmos “direitos humanos” nem sequer são minimamente cumpridos, acatados e respeitados pela maior parte dos países-membros das Nações Unidas, onde a corrupção, o ódio, a violência, o racismo, a intolerância, a opressão e a tirania são a norma dominante (106); em terceiro e último lugar, porque as Nações Unidas estão, no fundo, a aproveitar-se da onda de violência, caos e arbitrariedade orquestrada contra a Administração de Donald Trump para avançar com a sua agenda supostamente promotora da “tolerância” e da “diversidade” atinente às minorias étnico-religiosas – termos que, de resto, não passam de truques insidiosamente fabricados pela gíria globalista para lançar como arma de arremesso a campanha das fronteiras abertas e da propaganda profundamente hostil aos princípios de liberdade, soberania e independência das nações.


O globalismo anti-humano e extremista das Nações Unidas


Outros termos abundam igualmente na gíria globalista usada e abusada pela Organização das Nações Unidas, sobretudo quando a referência aos “países em vias de desenvolvimento” quer apenas dizer os regimes autocráticos do terceiro mundo, ou quando a “governança global” significa apenas o “governo mundial”, ou mesmo quando o “desenvolvimento sustentável” equivale tão-só ao “controlo da população mundial”. Por outro lado, não deixa de ser altamente significativo o facto de António Guterres, o actual secretário-geral das Nações Unidas, ter andado a apelar, num tom marcadamente extremista, socialista e globalista, para a “liderança multilateral” ou para a “acção colectiva” que, na gíria da actual globocracia, subentende o “controlo governamental dirigido pela ONU”, ou ainda o “conjunto de organismos internacionais em estreita cooperação com os regimes regionais projectados em uniões transnacionais”. O que, aliás, não admira, se tivermos em conta que António Guterres foi eleito o nono secretário-geral das Nações Unidas por, em grande parte, ter sido, entre 1999 e 2005, o presidente da Internacional Socialista que, como se sabe, nunca deixou de exercer, mediante o controlo do poder de voto dos seus membros, uma poderosa influência sobre as instituições burocráticas da ONU.

Fundada a 3 de Junho de 1951, a Internacional Socialista, sedeada em Londres, sempre deu a entender que o seu principal objectivo é nada menos que o estabelecimento do governo mundial. Para que tal seja possível, esta organização internacional tem, de facto, exigido a submissão das nações ocidentais a sistemas burocráticos de planificação global a nível da recolocação de grandes fluxos migratórios adentro das suas fronteiras (107), e, nessa medida, sustentada pelos respectivos contribuintes. Trata-se, em poucas palavras, do socialismo à escala mundial, cuja agenda totalitária passa pela redistribuição da riqueza global em nome da redução das desigualdades e, portanto, do indispensável, justo e equilibrado controlo dos recursos planetários.

Ao contrário do que vem sendo ensinado nas instituições universitárias, o comunismo não está morto, estando até mais fortalecido do que nunca se nos dermos ao trabalho de verificar como os seus actuais proponentes, entre os quais se encontra António Guterres, persistem em perpetuar as estimadas “glórias” totalitárias do socialismo internacional com base em cargos de poder nas mais altas instituições de controlo e administração planetária. Não chegou ainda, de maneira nenhuma, a experiência quase apocalíptica de milhões de seres humanos mortos, atormentados e selvaticamente reduzidos à miséria, à fome e ao terror decorrente de práticas e ideologias de raiz predominantemente colectivista, extremista e desumana. Enfim, professamente católico, António Guterres já esteve assim, enquanto chefe para os refugiados das Nações Unidas, no centro de um processo inteiramente responsável pelo tsunami da migração islâmica que já invadiu e continua a invadir o Ocidente (108), e a que não faltou a sistemática discriminação contra os cristãos do Médio Oriente, os quais vêm brutalmente morrendo às mãos dos extremistas islâmicos – veja-se o caso da Síria (109), onde em 10% de cristãos apenas 1% tem sido recolocado no Ocidente no seguimento do programa de refugiados da ONU, ou veja-se ainda o caso da comunidade cristã no Iraque cuja ajuda se tem praticamente reduzido a um conjunto de tendas e lonas, para não falar nos campos de “refugiados” da ONU onde os cristãos são sistematicamente brutalizados, espancados e até assassinados por “refugiados” islâmicos.

Guterres, sempre pronto a reivindicar para as Nações Unidas o privilégio de ser a única instituição capaz de dar solução aos problemas globais da humanidade, não tem, felizmente, conseguido enganar toda a gente. Assim, não obstante a insidiosa campanha consagrada à suposta protecção humanitária dos “refugiados”, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, já veio igualmente denunciar a “conspiração criminosa” dos fanáticos internacionalistas instalados no quartel-general da União Europeia, em Bruxelas, já que a eles também se deve (110), a par da agenda externa dos EUA para o Médio Oriente, a política de portas abertas à “invasão islâmica” com vista a minar os alicerces da Cristandade e da Civilização Ocidental baseada nos Estados-nação. De modo que, um tal processo, já nem sequer esconde o seu verdadeiro rosto por entre as ostensivas e múltiplas declarações dos mais variados agentes internacionalistas, dentre os quais releva aquele que foi, entre Janeiro de 2005 e Março de 2017, o Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Migração Internacional.










Referimo-nos, obviamente, a Peter Sutherland, um irlandês que já chegou a desempenhar inúmeros papéis de ordem política e empresarial numa variedade de organizações internacionais, entre as quais estão a General Agreement on Tariffs and Trade (GATT), de que foi director-geral fundador entre 1993 e 1995 (111), a Global Forum on Migration and Development (GFMD), a International Catholic Migration Commission (ICMC) e a Goldman Sachs International, da qual chegou a ser presidente entre 1995 e 2015. De resto, Sutherland fora ainda, entre 1985-89, o Comissário Europeu para a área dos assuntos económicos e empresariais, bem como, a partir de 5 de Dezembro de 2006, o conselheiro financeiro do Vaticano no âmbito da Administração do Património da Sé Apostólica – um dicastério da Cúria Romana que funciona como uma espécie de Banco Central do Vaticano. E, como não podia, de maneira alguma, faltar no seu currículo de insider, considere-se, em última instância, aquele que tem sido o seu papel activo no domínio da comissão directiva do Grupo Bilderberg, ou ainda o facto de já ter sido o presidente honorário da Comissão Trilateral, bem como o vice-presidente da European Round Table of Industrialists, entre 2006 e 2009.

Segundo Peter Sutherland, a soberania nacional, seja ela considerada do ponto de vista abstracto ou concreto, é uma ilusão absoluta que deve ser reconhecida por todos os “governos” do mundo de ora avante libertos de fronteiras geográficas, económicas e culturais. Resumindo, não existem mais nações, povos e pátrias a serem considerados na esfera do novo sistema mundial entendido como a realidade primeira e última a ser totalmente cumprida, empreendida e obedecida. A este perigoso quão alarmante extremismo, corresponde, pois, a “parlamentarização” do sistema político global, ou ainda o que, nas palavras do anterior secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, constitui o novo “Parlamento da Humanidade”, protagonizado pela ONU.

Advogando, propagando e impondo a agenda emergente do “cidadão global”, o socialista António Guterres foi, em estreita cumplicidade com os seus demais congéneres, o agente internacionalista que, no cargo de Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, possibilitou, com a política das fronteiras abertas a Ocidente, a morte de vítimas inocentes do jihadismo transnacional, a ponto, inclusive, de não se coibir de condenar os governos que, preocupados com a segurança dos seus cidadãos, viram-se na iminência de, por justa precaução, não acatar semelhante política. E não acatando, foram, cinicamente, rotulados de racistas e xenófobos por simplesmente não colaborarem na progressiva destruição dos seus países, entre os quais se incluem a Hungria, a República Checa e a Polónia, entre outros. Logo, se há quem, porventura, acalente ainda quaisquer dúvidas sobre o facto de a Organização das Nações Unidas representar, hoje mais do que nunca, um perigo de proporções incalculáveis para a coexistência pacífica da humanidade, só não deixa de as ter se não quiser atender, na sua justa e devida consideração, aos factos acima referidos.


Os tentáculos do Clube Bilderberg em Portugal


Aliás, como qualquer pessoa minimamente informada sabe, uma das condições indispensáveis para o desempenho de altos cargos na arena internacional tem sido, de uma forma geral, a participação nos encontros anuais do Clube Bilderberg. Ora, António Guterres foi tão-só uma das figuras que, levado pela sua ambição e sede de poder, se submeteu aos interesses, tendências e ditames provenientes de forças, entidades e personalidades extremamente poderosas ao longo das recentes décadas de progressivo domínio mundial. Daí que o próprio tenha, de facto, chegado a Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados depois de já haver participado, pela segunda vez, num dos encontros frequentados pelos poderosos do Clube Bilderberg, o qual tivera lugar na Alemanha, em 2005.

O seu caso não é o único no panorama deplorável da política vil praticada em Portugal, uma vez que as sucessivas figuras que, após a revolução comuno-socialista de 1974, mais sôfregas ambições têm manifestado no domínio daquela política, acabaram, mais cedo ou mais tarde, por agir em conformidade com as regras internacionalmente formuladas, sugeridas e, ao fim e ao cabo, impostas pela vontade de terceiros. Por consequência, a Pátria portuguesa não diz rigorosamente nada a estas malfadadas figuras, porque histórica e filosoficamente é-lhes, no fundo, indiferente o mistério e a razão de ser da Terra de Santa Maria. O espectro da ignorância é, portanto, transversal a todos os partidos, tendências políticas e perfídias jornalístico-litérárias, a avaliar pelos nomes das figuras que, depois da hedionda e trágica desgraça do 25 de Abril, têm, por ordem cronológica (112), participado no Clube Bilderberg (113): José Medeiros Ferreira (1977, Reino Unido; 1980, Alemanha); Vítor Constâncio (1978, EUA; 1979, Áustria; 1988, Áustria); Francisco Pinto Balsemão (1981, Suíça; 1983, Canadá) (114); José Luís Gomes (1981, Suíça; 1983, Canadá); Rogério Martins (1982, Noruega; 1983, Canadá); Alexandre Vaz Pinto (1982, Noruega); Bernardirno Gomes (1983, Canadá); André Gonçalves Pereira (1984, Suécia); Emílio Rui Vilar (1984, Suécia); José Manuel Torres Couto (1985, EUA); Ernâni Lopes (1985, EUA); Artur Santos Silva (1986, Reino Unido; 1999, Portugal); Leonardo Mathias (1986, Reino Unido); José Eduardo Moniz (1987, Itália); Fernando Faria Oliveira (1987, Itália; 1993, Grécia); Francisco Lucas Pires (1988, Áustria); Rui Machete (1989, Espanha); Jorge Sampaio (1989, Espanha; 1999, Portugal); António Guterres (1990, EUA; 2005, Alemanha); João de Deus Pinheiro (1990, EUA); Carlos Monjardino (1991, Alemanha); Carlos Pimenta (1991, Alemanha); António Barreto (1992, França); Roberto Carneiro (1992, França); Nuno Brederode dos Santos (1993, Grécia); José Manuel Durão Barroso (1994, Finlândia; 2003, França; 2005, Alemanha; 2013, Reino Unido; 2015, Áustria); Miguel Veiga (1994, Finlândia); José Cutileiro (1995, Suíça); Luís Mira Amaral (1995, Suíça); Maria Carrilho (1995, Suíça); António Vitorino (1996, Canadá; 2004, Itália; 2015, Áustria); Margarida Marante (1996, Canadá); Ricardo Espírito Santo Silva Salgado (1997, EUA; 1999, Portugal); António Borges (1997, EUA; 2002, EUA); José Manuel Galvão Teles (1997, EUA); Vasco Pereira Coutinho (1998, Reino Unido); Miguel Horta e Costa (1998, Reino Unido); Marcelo Rebelo de Sousa (1998, Reino Unido) (115); Joaquim Ferreira do Amaral (1999, Portugal); João Cravinho (1999, Portugal); Marçal Grilo (1999, Portugal); Vasco de Mello (1999, Portugal); Murteira Nabo (1999, Portugal); Nicolau Santos (1999, Portugal); Teresa Patrício Gouveia (2000, Bélgica); Guilherme de Oliveira Martins (2001, Suécia); Vasco Graça Moura (2001, Suécia); Elisa Ferreira (2002, EUA); Eduardo Ferro Rodrigues (2003, França); Pedro Santana Lopes (2004, Itália); José Sócrates (2004, Itália); Nuno Morais Sarmento (2005, Alemanha); José Pedro Branco (2006, Canadá); Augusto Santos Silva (2006, Canadá); Leonor Beleza (2007, Turquia); Rui Rio (2008, EUA); António Costa (2008, EUA); Manuela Ferreira Leite (2009, Grécia); Manuel Pinho (2009, Grécia); Teixeira dos Santos (2010, Espanha); Paulo Rangel (2010, Espanha); António Nogueira Leite (2011, Suíça); Clara Ferreira Alves (2011, Suíça); Luís Amado (2012, EUA); Jorge Moreira da Silva (2012, EUA); Paulo Portas (2013, Reino Unido); António José Seguro (2013, Reino Unido); Paulo Macedo (2014, Dinamarca); Inês de Medeiros (2014, Dinamarca); Maria Luís Albuquerque (2016, Alemanha) e Carlos Gomes da Silva (2016, Alemanha).
















Ver aqui





Pedofilia, genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade cometidos pela ONU


Posto isto, tudo se torna, enfim, mais claro, nítido e dir-se-ia até francamente expectável. Ou seja: transformar o planeta, torná-lo económica, política e culturalmente refém de um planeamento único a nível global, regional e local, eis o que toda aquela clique, em desleal e traiçoeira cumplicidade com os chamados “Donos do Mundo”, tem deveras patrocinado em nome de uma agenda supostamente universal e, por mais incrível que pareça, totalmente coincidente com o já renovado “Grande Salto em Frente” reivindicado pela Agenda 2030 das Nações Unidas (116). No mais, esta agenda promete ser, por entre avanços e recuos, o culminar de um conjunto de etapas estrategicamente premeditadas e, em grande medida, largamente atingidas por uma Organização que, desde 1945, tem não somente espalhado por todo o mundo a miséria, a fome e o terror, mas também perpetuado a pilhagem e a destruição de etnias, países e continentes apanhados na voragem insaciável do poder mundial emergente. Dos inúmeros actos, perfídias e ingerências que estão na origem de fenómenos cruéis e desumanos como a pedofilia (117), o genocídio, os crimes de guerra e contra a humanidade perpetrados pela ONU, desde que fora basicamente fundada pelo agente comunista Alger Hiss, contam-se, por exemplo, os seguintes:

a) Massacres e bombardeamentos cometidos, na sequência da “Independência do Congo” em 1960 (118), contra civis e elementos responsáveis pela ajuda humanitária na província do Katanga, onde foram, inclusivamente, mortas crianças a golpes de baioneta por “soldados de manutenção da paz” das Nações Unidas (119); na origem deste massacre esteve o facto de a República do Katanga, uma das mais ricas províncias do Congo Belga, ter declarado, a 11 de Julho de 1960, a sua independência da República do Congo, em razão da sua recusa em se submeter ao regime pró-comunista de Patrice Lumumba, além do mais manobrado pela União Soviética; os Belgas, cujo envolvimento se traduzira em ajuda técnica, financeira e militar a fim de salvaguardar a ordem pública, a segurança interna e a indústria do Katanga, bem avisaram que a intervenção de uma “força de manutenção da paz” das Nações Unidas (120) no Congo, estabelecida após a Resolução 143 do Conselho de Segurança a 14 de Julho de 1960, só poderia agravar, como de facto agravou, a confusão mediante o desenrolar da subsequente, desejada e premeditada chacina que culminaria na morte de milhares de civis;

b) Ataque directo a Portugal na sequência do artigo 73 da Carta das Nações Unidas, respeitante a territórios não-autónomos (121), no intuito de suscitar o separatismo entre a Metrópole e os territórios ultramarinos, sob pena de Portugal se tornar - imagine-se - numa ameaça à paz internacional (122); no fundo, estava-se perante um plano de guerra em sua fase embrionária, a qual rebentaria a 15 de Março de 1961 com o ataque terrorista da UPA às populações do Norte de Angola, e a que não fora estranho o auxílio de Washington e a estratégia global delineada em Nova Iorque pela Organização das Nações Unidas (123); enfim, tudo acabaria, com o desaparecimento de Salazar (124), numa indiscritível barbárie que os revolucionários de Lisboa, em conivência com os movimentos terroristas de filiação comunista, tratariam de enaltecer não obstante as centenas de milhares de mortos em Angola, Guiné e Moçambique (125);

c) Assassinatos, crimes e violações sistemáticas de abuso sexual, tráfico e exploração de seres humanos inocentes – na sua maioria crianças –, cometidos pelas tropas multinacionais que integram as “missões de paz” da ONU, especialmente na República Centro-Africana; nisto, graves denúncias de abuso sexual foram ainda reportadas na Alemanha, Eslováquia, Canadá, Haiti (126), Burundi, Gana, Senegal, Madagáscar, Ruanda (127), República Democrática do Congo, Burkina Faso, Camarões, Tanzânia, Níger, Moldávia, Togo, África do Sul, Benin, Nigéria e Gabão; entretanto, a ONU não só se demitiu da sua responsabilidade como também não tomou quaisquer providências perante o vastíssimo rol de denúncias contra soldados e funcionários da Organização, mesmo quando acusações de inércia chegaram à imprensa internacional depois das revelações feitas por um funcionário da mesma: Anders Kompass (128);

d) Campanhas e programas secretos eugénicos na forma de vacinas contendo agentes esterilizantes que são veiculados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com vista ao controlo mundial da natalidade; estas vacinas visam predominantemente populações do Terceiro Mundo, como é o caso do Quénia, onde já ocorreu, entre Março e Outubro de 2014, a esterilização de ínúmeras mulheres ao abrigo de um programa de inoculação anti-tétano patrocinado pelo governo queniano; entretanto, tendo sido dado o alerta por bispos católicos no Quénia, foram enviadas amostras para laboratórios privados, alguns deles na África do Sul, cujos resultados deram positivo quanto à existência de um antígeno que está na origem dos abortos (129);
















Ver aqui












e) Milhares de inocentes cristãos brutalmente mortos, em 2011, na Costa do Marfim por acção directa ou indirecta das forças de intervenção das Nações Unidas (130), cuja principal operação consistira numa mudança de regime com vista a substituir o presidente cristão vitorioso, Laurent Koudou Gbagbo, pelo candidato islâmico perdedor, Alassane Dramane Ouattara (131); torna-se, aliás, evidente o porquê da ingerência da ONU na Costa do Marfim, tendo em vista o percurso e o perfil tecnocrático de Alassane Ouattara, particularmente manifesto no âmbito do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO);

f) Treino e incitamento ao terrorismo jihadista em escolas localizadas em instalações próprias das Nações Unidas, especialmente destinadas aos palestinianos que, por esta forma, aprendem, desde a primeira classe, a odiar e a matar, através de esfaqueamentos, disparos e atropelamentos, judeus e americanos, os últimos dos quais têm, aliás, sobejamente contribuído com 400 milhões de dólares por ano para que a ONU promova currículos por via dos quais se ensina a guerra em vez da paz; logo, não é por acaso que, em 2014, foram descobertos, numa das escolas das Nações Unidas em Gaza, armas mortíferas que foram depois entregues por funcionários da ONU aos terroristas do Hamas sob o pretexto de se tratarem de “autoridades locais”.



Notas: 

(57) Trata-se, como é geralmente sabido, de uma tecnologia de localização por satélite, designada por Global Positioning System.

(58) Esta tecnologia tem sido sobretudo usada em animais de estimação ou, até mesmo, na entrega de encomendas a fim de determinar o seu paradeiro. De resto, parece que também já existem, embora num registo pouco comum, chips em peças de automóveis que poderão ser accionados por satélite para imobilizar o motor. E na Inglaterra já apareceram, inclusivamente, caixotes do lixo que contêm o registo electrónico sobre quem deita fora o quê.

(59) Já em 1960, o japonês Noboru Kawazoe chegara a prever o que poderia vir a ser, no campo da tecnologia da comunicação, a possibilidade de cada pessoa ter ao seu dispor um receptor de ondas cerebrais para, desse modo, poder saber o que outras pessoas estariam a pensar dela e vice-versa. Baseado na sua previsão, aquele diria ainda que, uma vez alcançada tal possibilidade, deixaria de haver consciência individual, para tão-só persistir a vontade da humanidade como um todo.

(60) Esta transpessoalidade encontrar-se-á, porém, nos antípodas do misticismo propriamente dito.

(61) Os sistemas de identificação biométrica, estreitamente associados às características físicas e comportamentais únicas dos indivíduos, podem, por exemplo, incidir na palma da mão, nas impressões digitais ou, ainda, na retina ou íris dos olhos. Uma outra variante da identificação biométrica pode também incidir no reconhecimento facial com o objectivo de capturar, armazenar, processar e analisar dados pessoais para fins tão díspares quantos os existentes numa sociedade orweliana. Daí a respectiva introdução de programas-piloto em alguns dos mais importantes aeroportos do mundo, onde já se encontram em fase de experimentação, em países como a Itália, Holanda, Reino Unido, Austrália, Estados Unidos, Japão, China, Singapura e Dubai, diversos esquemas de avançada tecnologia de reconhecimento facial que, em combinação com a “computação em nuvem” (cloud computing), permitem registar, detectar e ler o perfil emotivo, a disposição de humor e as prováveis intenções de um qualquer viajante que seja.

Consequentemente, é óbvio que a par desses dados venham os relativos à rigorosa identificação e propósitos de cada um desses viajantes: quem é, o que faz, o que irá ou não fazer, etc. Deste modo, detectar e prever o comportamento de toda e qualquer pessoa é o que mais propriamente caracteriza um estado policial que, no fundo, é a consequência gradual de uma engenharia social empenhada no controlo totalitário da sociedade. Numa palavra, é a tecnocracia levada ao limite da sua aplicação enquanto inimiga do homem e da liberdade principial.

Podemos, de resto, já antecipar que a identificação biométrica substituirá definitivamente o cartão de identificação até aqui usado pela generalidade das pessoas. A ONU, no âmbito da sua Agenda 2030, já propôs, inclusivamente, providenciar a todo o “cidadão do mundo” uma “identidade legal” ou um “registo de nascimento” biometricamente viável. E na sequência dessa “identidade puramente tecnológica” virá, seguramente, a supressão do dinheiro para que, no processo da sociedade global, não possa haver transacção alguma que não seja imediatamente detectável.













































Ver aqui




(62) «E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas. Para que ninguém possa comprar, ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da Besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis» (Apocalipse 13:16-18).

(63) John Perry Barlow, letrista da banda psicadélica Grateful Dead e co-fundador da Electronic Frontier Foundation, exprimiu-se da seguinte forma: «É como se o futuro estivesse a ser criado por um culto secreto» (cf. prefácio de Luís Torres Fontes a Aldous Huxley, As Portas da Percepção, Via Óptima, 2005, p. 25).

(64) Este expressão foi cunhada, em 1960, por Manfred Clynes e Nathan S. Kline para designar um ser constituído de partes biomecânicas e electrónicas. A essa expressão corresponde, por abreviação, o que actualmente se designa por ciborgue.

(65) Além de fundador, director técnico e executivo da SpaceX, uma empresa construtora aeroespacial, sedeada em Hawthorne, Califórnia, Elon Musk é o actual director técnico da Tesla inc., uma empresa construtora de automóveis eléctricos e de painéis solares previamente designada por Tesla Motors. Musk é também o co-presidente da OpenAl, uma empresa votada à pesquisa no domínio da inteligência artificial, tendo já sido o co-fundador e presidente da Solar City, uma empresa especializada em energia solar.

(66) Empregamos aqui o termo paradoxalmente visto existirem algumas afirmações de Musk que apontam para a improbabilidade da co-existência entre ciência e religião.

(67) Nos últimos tempos, Musk tem insistido na possibilidade de que a corrida global em torno da inteligência artificial poderá, de alguma forma, dar início à III Guerra Mundial.

(68) Trata-se de mais uma das empresas co-fundadas por Elon Musk.

(69) Há, sem dúvida, em muitos aspectos da visão do mundo e do destino da humanidade em Elon Musk uma componente globalista, sobretudo quando defende a implementação de um sistema de carros auto-dirigidos, um “rendimento mínimo universal” ou mesmo até quando, num passado recente, passou a condenar a decisão de Donald Trump em abandonar um dos maiores embustes implementados pela Organização das Nações Unidas: o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, aprovado em 12 de Dezembro de 2015.

(70) Esta empresa foi fundada, em 1983, por Stephen Jacobsen. Em 1992, a Sarcos começou a dirigir a sua atenção para a criação de próteses e para a interconectividade entre o cérebro e o computador. A empresa encerra ainda divisões de robótica e engenharia biomédica. O seu quartel-general situa-se no Parque de Pesquisa da Universidade do Utah, em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

(71) Este projecto resultou de uma subvenção concedida pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), a qual, totalmente independente de outras agências de pesquisa e desenvolvimento militar, reporta directamente os seus resultados ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Esta agência, originalmente designada por Advanced Research Projects Agency (ARPA), foi criada a 7 de Fevereiro de 1958 pelo Presidente Dwight D. Eisenhower, em resposta ao lançamento, por parte da União Soviética, do Sputnik 1, ocorrido a 4 de Outubro de 1957. Quanto ao seu principal objectivo, consiste na descoberta de todo o tipo de inovações técnicas para uso essencialmente militar.

(72) A principal função do exoesqueleto energizado é o de aumentar a força, a velocidade e a resistência do seu portador. É, além do mais, similar ao exoesqueleto de um insecto. Oportuno seja, porém, destacar que, paralelamente a isso, tem sido acelerada, sob o patrocínio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a pesquisa relativa à criação de super-soldados capazes de combater durante 168 horas sem dormir.

(73) É assim que tais dispositivos são denominados no Japão.

(74) É o caso da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pioneira, aliás, no âmbito de um projecto que, financiado pelo programa DARPA HI-MEMS (Hybrid Insect Micro Electromechanical Systems), viabilizou o controlo remoto de um besouro.























Ver aqui e aqui

















(75) Citamos, a propósito, dois trechos deste livro, de modo a assinalarmos a pertinência da questão colocada: «A diferença consiste em o esqueleto do homem ser interno e coberto de carne, ao passo que o insecto tem o seu esqueleto à vista, servindo-se dele como duma couraça, duma armadura, duma ferramenta. Numa espécie de insectolatria levada ao absurdo, ou ao máximo da lógica, mas dentro da razão, o homem parece ter experimentado este método, ao passo que, vê-lo-emos ao longo do livro, a humanidade, a nossa, e mesmo a animalidade, são formas de libertação do mundo dos insectos»; «Citaremos mais adiante a opinião de Bergson sobre os caracteres da espiritualidade psíquica e intuitiva do insecto, que se apercebe da vida interior, ao passo que o intelecto humano se apercebe dos fenómenos exteriores. Foi para conquistar estas “perturbações” psíquicas, digamos, estas “faculdades” psíquicas, que os antigos habitantes da ilha da Páscoa se entregaram, voluntariamente, a estes regímenes devastadores da carne. Por esta mesma razão os Cátaros praticavam a castidade para obter insónias, visões, psiquismos. É ainda por razões semelhantes que, em todas as etnografias, os aprendizes mágicos praticavam assiduamente diversos ascetismos. Os Antigos sempre o disseram: os nossos clássicos estão cheios de descrições destes métodos e ainda hoje os feiticeiros selvagens usam os mesmos processos» (in Denis Saurat, A Religião dos Gigantes e a Civilização dos Insectos, Estúdios Cor, pp. 31 e 32).

(76) Um dos seus estandartes é, pois, com vista à longevidade ou à suposta extensão perdurável da vida, a crio-preservação de cadáveres para que, num período futuro, possam vir a ser restituídos à existência por meio de avançada tecnologia.

(77) O transhumanismo tem sido, por vezes, encarado como uma espécie de neo-gnosticismo por, na sua afrontosa crença, sobrepor ao corpo humano processos neuro-tecnológicos que o tornarão praticamente inútil ou simplesmente inexistente.

(78) Para muitos críticos, sejam eles de proveniência conservadora, cristã ou progressista, o transhumanismo é uma forma derivada do pós-humanismo, a par de outras formas dele igualmente derivadas, tais como o anti-humanismo ou a tomada de poder pela inteligência artificial, mediante a qual advirá, para usarmos o título de um livro de Raymond Kurzweil, A Era das Máquinas Espirituais (1999). Como tal, a possibilidade de perspectivas e sub-definições decorrentes do pós-humanismo, promete ser fastidiosa e assaz complexa. Nisto, há até uma versão do pós-humanismo entendido como o sucedâneo daquilo que os humanistas seculares chamam o movimento iluminista do livre-pensamento, já de si relegado para as trevas da inexistência pelo núcleo duro da “cultura transhumanista”, onde triunfa e predomina o tecnocentrismo.

(79) Tem sido aventada a hipótese de que a invenção da super-inteligência artificial pode, por meio de ciclos de auto-aperfeiçoamento, desencadear uma reacção desenfreada e incontrolável no âmbito do crescimento tecnológico ilimitado. Daí, segundo John von Neumann, o conceito de uma alegada “singularidade tecnológica” em que se estipula que a humanidade, tal como a conhecemos, jamais será a mesma devido ao predomínio de uma ultra-inteligência artificial em contínua e acelerada progressão. Entretanto, é Raymond Kurzweil – também conhecido por CyberNostradamus – quem, no seu livro de 2005, The Singularity is Near, nos traça, de facto, um cenário futurista em que ressalta a esperança de vida ilimitada em função do avanço tecnológico emergente, designadamente através da terapia genética, ou até mediante a substituição do ADN humano por genes sintéticos. Em suma: ao conceito de imortalidade corresponderá doravante o conceito de “ascensão digital”, o qual, a par da progressiva corrupção da carne, admite, todavia, a continuidade da consciência por via computacional.

(80) «Há numerosos exemplos dos ideais transhumanistas que estão a ser promovidos na indústria musical. Pense-se, por exemplo, na actuação ao vivo de Rihanna, durante o tema “Rude Boy”. Em palco, ela actua com verdadeiros robôs dançantes. Estes robôs não têm absolutamente nada a ver com a música. O objectivo da coreografia é fazer com os espectadores tenham a sensação de que os robôs são seres sensíveis. Tudo o que os transhumanistas pretendem é que os humanos encarem objectos inanimados, e a própria tecnologia, como se estivessem ao mesmo nível de um ser humano» (in Daniel Estulin, O Instituto Tavistock, p. 207).

(81) Face à emergência dos relativamente recentes e controversos movimentos pseudo-religiosos, geralmente inspirados nos princípios teosóficos da Nova Era (New Age), tem-se feito sentir a não menos emergente expansão de uma certa “espiritualidade” associada a uma preconizada neuro-teologia capaz de, perante uma eventual transferência mental de dados pessoais – emoções, memória, identidade, etc. – para um sistema de computação, controlar estados alterados de consciência, doravante interpretados como experiências de ordem suprafísica. E assim voltamos novamente à ideia de uma espécie de “divindade pós-humana”, que, de certo modo, é não só passível de ser explorada, em termos de realidade simulada, como uma “meditação” análoga ao estado búdico de “consciência plena” destinada à transcensão da humanidade, como também apta a ser, na esfera digital, equiparada a uma “consciência global” eventualmente inspirada nos escritos do teólogo e paleontólogo jesuíta Pierre Teilhard de Chardin, no que especialmente se referem à esfera do pensamento humano ou noosfera.










(82) Daniel Estulin, O Instituto Tavistock, p. 202.

(83) Este livro contém perspectivas do autor inerentes a alterações radicais no corpo e na inteligência humana, nomeadamente através de implantes biónicos. Encerra, igualmente, a possibilidade da colonização do espaço.

(84) Note-se que, no princípio dos anos 80, a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, tornou-se no principal centro do movimento transhumanista.

(85) O respectivo filme, produzido e dirigido por Stanley Kubrick, apareceu na mesma data.

(86) É caso para relembrar que, no que concerne ao apagar da singularidade indivisa, uma das correntes contidas no transhumanismo é, curiosamente, o movimento do pós-género em que se advoga a supressão de todas as diferenças biológicas, psico-físicas, sociais e culturais tradicionalmente aceites na sociedade civilizada. Aliás, brotando de uma perversa mistura entre movimentos feministas e andróginos, aquele movimento preconiza ainda desumanas formas de reprodução na sociedade actual e do futuro, sem que para tal concorra a actividade sexual propriamente dita. Daí o seu enfoque nas vindouras aplicações da bio-neurotecnologia, assim como nas novas técnicas de assistência reprodutiva no sentido de tornar inúteis as naturais diferenças entre os consagrados géneros masculino e feminino.

Não é, pois, por acaso que a Planned Parenthood Federation of America tenha vindo a insistir, numa manifesta demonstração de loucura e depravação, na imperativa necessidade de ensinar às crianças do jardim de infância tudo o que promova a transsexualidade em termos tais que, as palavras “menino” e “menina”, ou “homem” e “mulher” sejam apenas vistas como meras ou eventuais descrições da “identidade de género”, pois doravante existem alguns meninos e homens que têm vulva, como ainda algumas meninas e mulheres que têm pénis. Por conseguinte, os pais não devem, em frente dos filhos, pressupor a simples quão natural possibilidade de uma filha, por exemplo, poder vir a ter, no futuro, namorados ou vir a casar-se com um homem, porque esta poderá escolher uma outra “orientação sexual” diferente que não esteja ainda definida nos primeiros anos de vida, e, por isso, quando chegada a altura, sentir-se profundamente inconfortável em função do que lhe foi dito ser o certo e o errado. Enfim, tudo isto já ultrapassa, em extensão e compreensão, o que António Telmo tivera para dizer, em Filosofia e Kabbalah, sobre a doutrina alvarina que preconiza a existência de duas almas distintas, e, portanto, de duas psicologias diversas que exigem, por sua vez, dois ensinos desiguais mas profundamente complementares. Eis, pois, segundo a hermenêutica do próprio: «O que distingue, do ponto de vista católico, o pensamento de Álvaro Ribeiro do daqueles que o precederam é a valorização do sacramento do Matrimónio sobre o sacramento da Ordenação. A reflexão sobre as diferenças no corpo, na alma e no espírito entre o homem e a mulher está sempre presente em tudo quanto escreveu. Haverá uma linguística para o dizer masculino e outra para o dizer feminino, duas psicologias, dois ensinos... É evidente que o leitor comum, nascido e criado numa época em que os homens já começam a reivindicar direitos iguais aos das mulheres, não pode deixar de considerar antipática esta doutrina. Álvaro Ribeiro aparece-lhe portador de um espírito retrógrado: esse leitor já não vê a diferença entre o macho e a fêmea; a distinção presente é entre homossexuais e heterossexuais; e, como qualquer dos dois sexos pode participar no homossexualismo ou no heterossexualismo, estes é que dividem, realmente, a humanidade em dois géneros. A fisiologia, que descobre a existência dos dois sexos no embrião, a psicanálise, que compõe o animus com a anima, a metafísica, que põe na origem e no fim o ser andrógino convergem para dar razão àqueles que interpretam o Génesis pelo Banquete de Platão: “Macho e fêmea os criou”» (in António Telmo, Filosofia e Kabbalah, Guimarães Editores, 1989, pp. 90-91).

(87) Daniel Estulin, O Instituto Tavistock, p. 201.

(88) Daniel Estulin, O Instituto Tavistock, pp. 196-199. Complementando ainda estas considerações, escreve Estulin: «Fundado em Abril de 1968 por Alexander King e Aurelio Peccei, entre outros, como uma organização malthusiana que tinha o genocídio na ordem do dia, o Clube de Roma, estabelecido numa reunião de trinta indivíduos de dez países, é composto pelos mais antigos membros da Aristocracia Negra Veneziana, descendentes das mais ricas e antigas famílias europeias, que dirigiam Génova e Veneza no século XII. Em 1972, publicaram o seu manifesto sobre “A Situação Difícil da Espécie Humana”, sob o título Limites no Crescimento, que mostrava que a Terra não pode aguentar a actual expansão da população, numa época em que os recursos naturais se esgotam. A conclusão a que se pretende chegar é a do colapso da economia mundial, mesmo com a sua versão de recursos “ilimitados”, o que abrange o fim do processo científico e do desenvolvimento de novas tecnologias revolucionárias. Se abrirmos caminho através da confusão verbal verdadeiramente babilónica, o relatório de 1992, A Revolução Global: Um Relatório do Conselho do Clube de Roma, deixa pouco espaço para dúvidas em relação ao seu verdadeiro programa: “Procurando um novo inimigo para nos unir, surgiu-nos a ideia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome e outras coisas afins desempenhariam esse papel”. E concluíam com a seguinte afirmação: “O verdadeiro inimigo é pois a própria humanidade”.

Mas o bizarro disto tudo não termina aqui.


Carl Sagan













Sagan foi um dos fundadores duma coisa chamada Sociedade Planetária. De acordo com a sua própria página Web, “A Sociedade Planetária, fundada em 1980 por Carl Sagan, Bruce Murray e Louis Friedman, inspira e envolve o público mundial na exploração do espaço através de discussão, projectos e actividades educativas. A Sociedade Planetária é hoje a organização pública dedicada ao espaço mais vasta e influente da Terra. Dedicada à exploração do sistema solar e procurando vida para além da Terra, a Sociedade Planetária é uma organização não governamental e sem fins lucrativos, financiada pelos seus membros”.

Isto soa maravilhosamente prometedor, apenas com o senão que, desde o início, o corpo de consultores incluía um grupo de eminentes porta-vozes das campanhas ambientalistas e desindustrializadoras da Conspiração do Aquário nos Estados Unidos. Entre eles, Isaac Asimov, o escritor de ficção científica malthusiano; Norman Cousins, editor da Saturday Review e membro do Clube de Roma; John Gardner, chefe da organização ambientalista Causa Comum e presidente da Carnegie Corporation, ligada à Fundação Rockefeller; Shirely Hufstedler, que fez parte do conselho de administração do Instituto Aspen; e Lewis Thomas, eminente defensor da eutanásia. Qual é o elemento em comum entre eles? O idealismo do crescimento zero e progresso zero dos seus mais destacados membros» (ibidem, pp. 222-223).

(89)As origens do Projecto MK-ULTRA podem ser encontradas na Operação Paperclip, um programa secreto que levou a cabo, em 1945, o recrutamento de 1600 técnicos, cientistas e engenheiros alemães com o objectivo de desenvolver o programa espacial americano a partir de projectos da Alemanha nazi relativos aos foguetes V-1 e V-2. Mas não só: essa Operação, determinada no âmbito da Joint Intelligence Objectives Agency (JIOA), recrutou igualmente especialistas nazis em guerra psicológica, bem como espiões, assassinos e sabotadores na sequência da criação, em Junho de 1946, da agência de inteligência Gehlen – nome proveniente do major-general Reinhard Gehlen da Wehrmacht e chefe da inteligência militar alemã da frente oriental durante a II Grande Guerra –, a qual consistira numa organização que, em estreita aliança com a CIA, virou-se exclusivamente para a espionagem técnica, política e económica dirigida às repúblicas do bloco de Leste.

O Projecto MK-ULTRA, dirigido por Sidney Gottlieb e iniciado por ordem do director da CIA Allen Welsh Dulles, foi oficialmente sancionado a 13 de Abril de 1953 e, ao cabo de vinte anos, considerado inactivo. O seu principal escopo consistira em actividades ilegais dirigidas à administração subreptícia de drogas visionárias e outros materiais químicos, biológicos e radiológicos a fim de obter o controlo e a modificação do comportamento humano, além da alteração de funções cerebrais resultantes de hipnose, privação sensorial, isolamento, abuso verbal e outras formas de tortura psicológica. Quem, no lance, reclamou ter sido vítima do programa de controlo mental da CIA, foi a sensual e deleitosa modelo americana Candy Jones, também conhecida por Jessica Arline Wilcox. Mais recentemente, Cathy O'Brien reivindicou o mesmo, atribuíndo o início da sua não desejada experiência à infância.

(90) O Instituto Tavistock para as Relações Humanas foi criado em 1947 mediante financiamento significativo da Fundação Rockefeller. Anterior a esse instituto propriamente dito, estava a Clínica Tavistock que chegara a colaborar, aquando da Segunda Guerra Mundial, com o Exército britânico no contexto da investigação psiquiátrica centrada nos efeitos da guerra psicológica. Porém, quando o quadro de pessoal da Clínica Tavistock, profundamente interessado no prosseguimento daquela investigação no período do pós-guerra, se tornou parte, em 1946, do Sistema Nacional de Saúde, foi entretanto obrigado a desistir da mesma, pelo menos no âmbito daquele mesmo Sistema.

O Instituto Tavistock tornou-se especialmente célebre na Inglaterra com a propagação das teorias psicanalíticas e psicodinâmicas de Sigmundo Freud e seus seguidores. Além disso, outros nomes ficaram igualmente ligados a esse Instituto, como, por exemplo, Melanie Klein, Carl Gustav Jung, J. A. Hadfield, Samuel Beckett, Charles Rycroft e R. D. Laing. E, nisto, não é por acaso que membros do Instituto Tavistock tenham podido desempenhar papéis de grande destaque em organizações internacionais, como é o caso de John Rawlings, o primeiro presidente da World Federation for Mental Health, ou ainda o caso de Jock Sutherland enquanto director da Clínica Tavistock no pós-guerra.

Por fim, note-se ainda que o Instituto Tavistock para as Relações Humanas tem levado avante a sua agenda no âmbito da Comissão Europeia e de entidades governamentais britânicas.

(91) Ibidem, pp. 94-95.

(92) Ibidem, p. 90

(93) Ibidem, pp. 91-92.




















































(94) Não constitui nenhum segredo o facto de haver entre os serviços Google e a esquerda americana uma aliança altamente duvidosa do ponto de vista da tão proclamada diversidade de opinião, o que, aliás, permite explicar a discriminação ideológica a que, no seio da própria empresa, têm sido submetidos todos aqueles que perfilhem os princípios e valores da direita conservadora, ou tenham até mesmo votado em Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016. Neste último aspecto, não fora, pois, em vão que a CNN, um canal norte-americano especializado em “notícias falsas” (“fake news”), tivesse admitido que o maior inimigo de Donald Trump fosse, nem mais nem menos, a Google. De resto, ficou bem demonstrado que quando os utilizadores, recorrendo aos serviços on-line desta empresa multinacional, buscavam informação sobre os candidatos presidenciais, surgiam milhares de resultados relativos a Hillary Clinton, Bernie Sanders e Jill Stein, ao passo que, no caso de Donald Trump, era como se simplesmente não existissem.

Por outro lado, o candidato do Partido Republicano chegara a ganhar as eleições presidenciais dos EUA quando, sondagem após sondagem, havia sido prematuramente anunciada a vitória esmagadora de Hilary Clinton. Porém, um mês depois da vitória daquele que se tornaria o quadragésimo quinto Presidente dos Estados Unidos, surgia o Projecto Coruja lançado pela Google, com o claro propósito de eliminar da circulação on-line tudo o que pudesse conter, implicar ou sugerir artigos classificados de falsos, ofensivos e enganadores. E assim estava lançada mais uma batalha pelo controlo da informação, doravante destinada a excluir tudo o que represente a mais pequena ameaça para o establishment mediático convencional.

(95) Estas mega-empresas de tecnologia estão já, na verdade, a concertar esforços transnacionais com os burocratas não-eleitos da União Europeia, com o objectivo de censurar a Web ou a rede mundial de computadores. Em 2016, apareceu, inclusive, um “Código de Conduta” que “regula” ou determina a remoção de conteúdos considerados “delitos de opinião”, nomeadamente os que directa ou indirectamente incidam, de modo crítico ou desfavorável, sobre o Islão ou sobre questões relativas ao fluxo de migrações incontroladas que actualmente assolam e ameaçam destruir de vez a fisionomia pluri-nacional, geográfica e espiritual da Europa. Deste modo, enquanto as cidades europeias vão sendo implacavelmente atingidas por ataques terroristas – Paris, Estocolmo, Bruxelas, Berlim, Manchester e Barcelona –, vai igualmente transparecendo o facto de que as novas regras de censura impostas pelos internacionalistas da União Europeia constituem, pelo seu carácter vago e impreciso, uma forma prepotente e, por conseguinte, totalitária de calar todos aqueles que simplesmente discordam do modo como tem sido gerida e explorada a referida “crise dos refugiados”, a qual, na sua essência, pouco ou nada tem a ver com questões humanitárias, porque, antes e acima de tudo, o que aqui está em causa é uma agenda global que pretende ver abolida, senão mesmo destruída toda e qualquer fronteira de âmbito nacional, para assim mais facilmente poder implementar a imigração ilegal e o tráfico interactivo de seres humanos daí resultante.

Entretanto, para que seja possível e realmente eficaz a suposta erradicação do “pensamento-crime” no seio da União Europeia, já existe, de facto, um sistema de sanções de ordem criminal para ser aplicado a todos aqueles que se atrevam a tomar posições incompatíveis com as novas regras do “políticamente correcto”. Para estes estará, então, particularmente reservado todo o tipo de acusações e inapeláveis condenações, desde a violência verbal e a discriminação racial, até aos apregoados crimes de intolerância e xenofobia que suscitarão, forte e feio, a aplicação de pesadas multas e penas de prisão. Destronada a velhilíngua, de modo a finalmente triunfarem os princípios da novilíngua, é, pois, caso para dizer que tudo se reduz ao seguinte: censura é liberdade de pensamento, caos e desordem é humanitarismo, terrorismo e imigração ilegal é segurança e preservação da vida.

(96) Dignas de nota são, a propósito, as seguintes considerações sobre a Grande Loja Rockefeller: «A esta [Loja] só podem pertencer pessoas de elevado nível social (político, económico, cultural) que estejam iniciadas nos graus superiores dos ritos maçónicos – por exemplo, nos graus 30 e 33 do Rito Escocês Antigo e Aceite. É uma ordem secreta iluminista, de carácter luciferino, com sede em Nova Iorque transferida há pouco para os arredores da cidade, segundo parece por razões práticas (ficava em Nova Iorque, muito perto do Rockefeller Center com a figura do mito Prometeu no chão numa atitude de rebeldia um tanto orgiástica contra Zeus, o deus supremo do panteão grego, e símbolo da irreligiosidade em qualquer época. No cimo do arranha-céus Tishman, de 166 metros de altura, figurava o número 666, de brilhante cor vermelha de dia e iluminado de noite. Este número foi retirado em 1992, mas o edifício é agora o “666 5th Avenue”. O seu rito pretende outorgar uma luz superior à maçónica» (in Manuel Guerra, A Trama Maçónica, Princípia Editora, 2012, p. 270).

(97) Estes encontros têm-se desenrolado no âmbito do Clube Bilderberg.

(98) O bloqueio de sites na Internet constitui parte importante do projecto de vigilância e censura operado pelo Ministério de Segurança Pública chinês. Esse projecto, iniciado em 1998, é, de uma forma geral, designado por Grande Firewall da China, ou Projecto Escudo Dourado.






(99) Esta agência, especializada em tecnologias de informação e comunicação, foi fundada em 1957 e encontra-se sediada em Genebra, Suíça. Esta organização remonta à União Internacional de Telégrafos, fundada em Paris a 17 de Maio de 1865.

(100) Curiosamente, o anterior secretário-geral da União Internacional de Comunicações foi Hamadoun Touré, entre 2007 e 2014. Originário do Mali, Hamadoun Touré foi formatado na União Soviética, onde obteve o seu diploma universitário na Universidade Técnica de Comunicação e Informática de Moscovo. Por conseguinte, estamos aqui, de algum modo, perante o interesse não menos capital por parte do Kremlin quanto à regulamentação vindoura da Internet sob os auspícios da ONU.

(101) Foi directora-geral da OMS entre 4 de Janeiro de 2007 e 1 de Julho de 2017.

(102) Li Yong foi nomeado director-geral na UNIDO em 24 de Junho de 2013, onde continua operativo até hoje.

(103) A violência em Charlostteville ocorreu a 12 de Agosto de 2017, aquando da manifestação contra uma decisão da prefeitura de remover a estátua do General confederado Robert E. Lee. A manifestação, previamente autorizada, incluiu alguns membros do Ku Klux Klan que, como é sabido, reacenderam as suas paixões raciais, nos anos 50 e 60, contra o movimento pelos direitos civis liderados pelos negros americanos, no Sul dos Estados Unidos. Contudo, convém dizer que a violência acabou por ser despoletada quando, a par de uma contra-manifestação não autorizada, a polícia permitiu o confronto entre aqueles membros do KKK e os militantes do movimento terrorista revolucionário conhecido por Antifa, que, aliás, muito deve ao apadrinhamento financeiro de George Soros e companhia limitada. Por conseguinte, tendo, porventura, havido ou não “neo-nazis” ou “supremacistas brancos” entre a manifestação de centenas de pessoas que, na realidade, nada tinham a ver nem com uns nem com outros, a verdade é que o confronto foi politicamente aproveitado para meter no mesmo saco os radicais ditos de extrema-direita e os inúmeros cristãos conservadores, liberais clássicos, patriotas e constitucionalistas que ainda suportam um largo espectro da política americana.

Mas não só: nesse mesmo saco também se quis pôr todo e qualquer apoiante de Donald Trump, para que assim ficasse imediatamente conotado com os “neo-nazis” e os membros do Ku Klux Klan. Por isso, quando o novo Presidente dos Estados Unidos condenou, por duas vezes e com toda a frontalidade e veemência, a violência, de parte a parte, em Charlostteville, caiu o carmo e a trindade no seio dos fazedores de “fake news”, por deliberadamente estarem a omitir grande parte do porquê da violência, que também viera por conta – e de que maneira – dos tais militantes militarizados anti-fascistas (a Antifa), constituídos por comunistas, socialistas e anarquistas. E assim nasceu, mais uma vez, o mito urbano de que Donald Trump estava, no fundo, a alinhar com os neo-nazis e os supremacistas brancos do Ku Klux Klan, que, como é óbvio, serviu de pretexto mais que oportuno para a ONU atacar princípios básicos da Constituição dos Estados Unidos.

(104) Esta intervenção abusiva por parte das Nações Unidas é tanto mais absurda quanto o facto de os canais ou redes de notícias norte-americanas terem já, por inúmeras ocasiões, procedido ao incitamento de múltiplas formas de violência contra o actual presidente dos EUA, como também contra todos os que nele depositaram o seu voto ou o seu incondicional apoio na sequência das eleições presidenciais de 2016. Demais, no Dia da Inauguração, a Cable News Network (CNN) já andava a puxar pela possibilidade do assassinato de Donald Trump, além de ter, através da empresa-mãe, a Time Warner, posteriormente patrocinado, durante noites consecutivas, uma macabra peça teatral em que se mostrava um Donald Trump, qual Júlio César, a ser brutalmente esfaqueado até à morte. Por conseguinte, não deixa de ser extremamente cínica a atitude da CNN quando, oportunamente apontada por Donald Trump como uma vil e desonesta rede de fake news, logo se presta ao papel de vítima perante o ajuste de contas vindo de quem não se deixa intimidar perante as permanentes tácticas de aviltamento da sua pessoa e de todos aqueles que, de alguma forma, lhe são próximos, leais ou familiarmente afins.

(105) Entretanto, na Europa já começam a aparecer casos de pastores atirados para a prisão por simplesmente defenderem a concepção bíblica sobre o casamento, ou ainda casos de políticos igualmente presos por citarem trechos onde perpassam as críticas contundentes de Winston Churchill ao Islão, entre eles Paul Weston, fundador do Liberty Great Britain e ex-candidato a membro do Parlamento Europeu.








(106) Dos 18 peritos em “direitos humanos” da já referida Convenção Internacional virada para o “combate” contra a Discriminação Racial (ICERD), consta Yemhelhe Mint Mohamed, proveniente da Mauritânia, um país africano islâmico onde, curiosamente, a maioria da população negra foi e ainda é abertamente escravizada por muçulmanos árabes e berberes. Quanto a outros peritos de países violadores dos “direitos humanos”, assinale-se Yanduan Li, da China, que, para o efeito, ainda continua a praticar o “genocídio cultural” no Tibete, além de Noureddine Amir, vice-presidente proveniente da Argélia, ou ainda Fatimata-Binta Victoire Dah, do Burkina-Faso, e Jose Francisco Cali Tzay, da Guatemala.

(107) Tal é o que explica ter sido António Guterres nomeado, a 15 de Junho de 2005, para Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mantido até 31 de Dezembro de 2015.

(108) Foi Guterres quem, na realidade, chegou ainda a propor o uso de aviões para a entrada massiva de “refugiados” na Europa, vindos da África e do Médio Oriente.

(109) Dos 248,290 pedidos de asilo recebidos até agora pela União Europeia em 2017, só 14% são provenientes da Síria. Esta última percentagem inclui indivíduos com falsa identificação, a fim de obterem melhor tratamento.

(110) Note-se que estamos aqui perante dois programas distintos mas ainda assim complementares quanto à questão dos “refugiados”: um deles proveniente das Nações Unidas e o outro da União Europeia. Entretanto, não admira nada que Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, tivesse afirmado que, só em 2015, cerca de 500.000 “refugiados” houvessem procurado entrar na Europa para fugir à guerra, ao terrorismo e à opressão política na Síria, na Líbia e na Eritreia. E que também tenha dito que o objectivo da União Europeia haja sido, desde o ano 2000, criar legislação sobre legislação para construir um Sistema Comum de Asilo Europeu. Em suma: mais Europa, mais poder centralizador nas mãos da Comissão Europeia e, por conseguinte, menos autonomia e poder de decisão a nível nacional.

(111) A partir de 1 de Janeiro de 1995, o GATT, estabelecido em 1947, passaria a ser designado por World Trade Organization (WTO).

(112) A indicação destes nomes segue essencialmente a lista elaborada por Frederico Duarte Carvalho, em O Governo Bilderberg. Do Estado Novo aos nossos dias, Planeta, 2016, pp. 422-442).

(113) Também houve, de resto, algumas figuras que, na altura do Estado Novo, participaram no Clube Bilderberg, tais como: Rui Ennes Ulrich (1956, Dinamarca); Manoel Sarmento Rodrigues (1959, Turquia; 1960, Suíça); Marcello Mathias (1962, Suécia; 1963, França); Manuel Ribeiro Espírito Santo Silva (1966, Alemanha; 1972, Bélgica); Alberto Franco Nogueira (1967, Reino Unido; 1968, Canadá; 1970, Suíça; 1972, Bélgica). Contudo, uma diferença abissal se impõe aqui realçar perante os demais participantes no período pós-25 de Abril: os primeiros ainda tinham uma noção de Pátria e de dever ou dívida para com ela, os restantes nem sequer consciência tiveram ou têm do que isso possa alguma vez significar.

(114) «Membro permanente desde 1983, tendo faltado apenas ao encontro de 1986. Anunciou, em Maio de 2015, que iria deixar o cargo de membro permanente tendo proposto para o seu lugar o nome do ex-primeiro-ministro e antigo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso» (in O Governo Bilderberg, p. 423). Uma das «polémicas em que [Pinto Balsemão] esteve envolvido devido à sua vinculação com Bilderberg – cujas reuniões têm um custo aproximado de dois milhões de euros –, teve a ver com o facto de se ter descoberto que o grupo Impresa suportou parte das despesas da reunião de Sintra. A Sojornal, empresa que detém a maioria das acções do semanário Expresso e da revista Visão, recebeu cerca de 40 mil contos (200 mil euros) do Ministério dos Negócios Estrangeiros para organizar o encontro dos líderes mundiais no luxuoso complexo da Penha Longa, em Sintra. Foi uma notícia veiculada pelo Semanário O Independente.

O que significa que os contribuintes portugueses contribuíram para pagar os quatro dias de luxo num dos hotéis mais caros do País, precisamente àqueles que zombavam da democracia e do parlamento. Resta dizer que o presidente da Sojornal não é senão outro que Pinto Balsemão. Segundo indicou fonte da Sojornal, o dinheiro recebido do Estado para organizar o evento não devia ser visto como uma subvenção mas sim como um patrocínio» (in Cristina Martín Jiménez, O Clube Secreto dos Poderosos, Matéria-Prima Edições, 2015, p. 203).

(115) Este internacionalista, uma vez eleito presidente da República, «não hesitou depois em convidar para o seu primeiro Conselho de Estado, orgão máximo de aconselhamento ao Chefe de Estado de Portugal, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, pessoa com várias presenças em Bilderberg e que conta com o português Vítor Constâncio como seu vice-presidente...» (in Frederico Duarte Carvalho, O Governo Bilderberg. Do Estado Novo aos nossos dias, p. 26). De resto, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, outro dos participantes no Clube Bilderberg, disse – aquando da sua visita a Lisboa – sobre o novo presidente da República: «O Presidente tem sempre de enfrentar desafios, mas agora temos o homem certo no local certo» (o negrito é nosso).









(116) A Agenda 2030 é, no fundo, a continuação programada da Agenda 21 enquanto documento resultante da conferência Eco-92 ou Rio-92, organizada pelas Nações Unidas e ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, entre 3 e 14 de Junho de 1992. Esta conferência reuniu os activistas e ambientalistas mais extremistas de todo o mundo com vista a puderem debater e determinar medidas susceptíveis de coagir governos, empresas e organizações não-governamentais no alegado combate ao “aquecimento global”. O seu objectivo passa, portanto, por transformar completamente toda a sociedade humana, onde não haverá uma única acção individual que não esteja totalmente regulada, vigiada e implementada segundo um directório colectivo de decisões que conduzirão a uma inevitável qualidade e nível de vida ínfimos. Para o efeito, tudo será disposto de modo a promover governos centralizados que beneficiarão, em termos económico-financeiros, quer o poder local quer as empresas privadas que aceitem cumprir os rigorosos "padrões ecológicos" mundialmente estabelecidos.

(117) Têm sido reportados, nalguma imprensa mundial, inúmeros casos de vítimas de abuso sexual por parte de funcionários e elementos das “forças de manutenção da paz” das Nações Unidas, em que abundam meninas e raparigas sujeitas a alvo de chantagem em troca de dinheiro e comida, ou de violação e prostituição forçada no Sudão, Libéria e Serra Leoa, quando não mesmo de tráfico sexual da Tailândia para Timor Leste. Além disso, existem igualmente múltiplos escândalos a envolver os “capacetes azuis” em redes de prostituição e pedofilia no Kosovo e na República Democrática do Congo. Porém, não obstante isto e muito mais, paira na ONU uma lamentável “cultura do silêncio”, mesmo quando “figuras responsáveis” da Organização apelam, numa atitude hipócrita absolutamente contrária à extrema gravidade da situação, para uma política de “tolerância zero”.

(118) Alguns dias depois da independência da República do Congo (Léopoldville), fora igualmente desencadeada uma onda de violência e destruição lançada contra a população europeia que levou à mobilização militar da Bélgica na sua ex-colónia. Era, de alguma forma, o prenúncio do que, no ano seguinte, se passaria no Norte de Angola, iniciando-se assim a guerra travada contra Portugal nos seus territórios de além-mar.

(119) Sobre o conflito no Katanga, seguem-se, pelo seu manifesto interesse, três episódios registados por Franco Nogueira: «Lisboa, 20 de Abril [de 1962] – Sexta-Feira Santa. Fui ao ministério para receber um emissário secreto de Tshombé, acompanhado do brigadeiro Almeida Viana. Que diz o emissário? Que Tschombé se propõe juntar no Catanga uma quantidade suficiente de aviões para destruir as forças da ONU; e que as operações devem ser desencadeadas dentro de 15 dias. Faço perguntas técnicas, de quem se deseja informar dos aspectos materiais; mas não comprometo o governo em qualquer auxílio»; «Paris, 7 de Janeiro [de 1965] – Em Paris, para uma reunião da NATO dedicada ao Congo. De manhã, tive conversa privada com Spaak e André de Staerk: estão pessimistas quanto à situação no Congo e à atitude das potências europeias, em particular a França. No Conselho, Spaak iniciou o debate; advogou uma solução política, mas sem transigência com os rebeldes, procurando encaminhar-se tudo pelas Nações Unidas, Organização da Unidade Africana e os moderados, de modo a colocar em minoria a Argélia, o Egipto, o Tanganica, o Ghana. Lord Walston apoiou. Harriman foi mais longe: mostrou compreender os perigos de um Congo comunista no centro de África e afirmou a necessidade de não se permitir o naufrágio de Tshombé. Italiano, grego e dinamarquês foram equívocos, salvo na sua ignorância de problemas africanos, e aí foram absolutamente claros, sem prejuízo da pompa convencida com que disseram imbecilidades irresponsáveis. Francês, Deloncle, tomou atitude estranha: tudo se deve deixar aos congoleses, não se interferindo nos seus negócios, até para não provocar uma reacção do lado contrário, pelo que os franceses não interviriam; mas Deloncle não disse como asseguraria a não-intervenção de argelinos, egípcios, russos, etc. Por mim, gastei quarenta minutos para salientar a importância do Congo, e sublinhar os perigos e uma solução política para um problema que o adversário procura resolver no terreno militar. Julgo que a posição francesa se explica pelo desejo de que ninguém intervenha para que Paris melhor possa intervir num duplo sentido: evitar que os americanos se instalem no Congo (como pretendem) e substituir os belgas (que estão instalados); e para isso a França tem de vencer a oposição americano-belga, visto que Bruxelas conta com o apoio de Washington para se manter no Congo e Washington pagar-se-á desse apoio cobrando aos belgas cinquenta por cento da exploração do Congo. Mas a França quer tudo para si. É isto a autodeterminação em África»; «Lisboa, 27 de Maio [de 1965] – (...) Soubemos que os americanos no Congo, quando Tshombé pediu sobresselentes para dois quadrimotores e souberam que os aviões haviam sido cedidos por Portugal, se recusaram a fornecer quaisquer peças. Assim o disseram aos nossos serviços alguns oficiais belgas. Mas também é certo que os funcionários da embaixada belga em Léopoldville estão em contacto com a UPA, o MPLA, etc. Tudo em nome dos sagrados princípios» (in Um Político Confessa-se – Diário: 1960-1968, Livraria Civilização Editora, 1986. pp. 26-17; 109-110; 126).

(120) Esta “força de manutenção da Paz”, que, como é óbvio, constituíra antes uma força militar, seria designada, a partir de 1963, por Operação das Nações Unidas no Congo.

(121) Aclarando: «Todos os nossos territórios estão abertos à observação de quem quer e o Governo e os Serviços publicam dados suficientes para se saber em cada momento como marcha a administração. A posição que havemos tomado, e manteremos, não vem pois de pretendermos ocultar seja o que for mas de que nos é impossível aceitar para as nossas províncias ultramarinas, que fazem parte da Nação, situação equivalente à de territórios tutelados pela ONU e destinados a subsequente secessão, bem como prestar contas ali de como os Portugueses entendem governar-se na sua própria casa. É ilegítimo da parte das Nações Unidas resolver discriminatoriamente contra Portugal; a Assembleia Geral não tem competência para declarar não autónomos territórios de qualquer potência. Esta é a interpretação juridicamente correcta e que sempre foi dada aos princípios da Carta. Nesses termos fomos admitidos e, se outro fosse o entendimento dos textos, é certo que não nos teríamos apresentado a fazer parte da Organização» (in Oliveira Salazar, Portugal e a Campanha Anticolonialista, SNI, 1960, pp. 16-17).







(122) «Nos debates, a ONU ultrapassa-se em violência. Portugal é alvo principal, e acaso único. Durante semanas, uma delegação após outra lançam aos portugueses e seu governo as acusações mais brutais, as ameaças mais temerosas. Racismo, colonialismo económico, opressão, massacre de populações, genocídio como objectivo político, seriam os traços fundamentais de uma orientação deliberada de Portugal no Ultramar; a miséria, o atraso medieval, a doença, a fome – não há um médico, uma escola, uma estrada – são apontados como formando o quadro de uma situação que Portugal mantém pelo simples gozo de a manter; e tudo isto requer medidas drásticas a impor pelas nações. Portugal surge e é apresentado como réu de crimes contra a humanidade: e à humanidade cumpre punir Portugal, e com dureza» (in Franco Nogueira, Salazar, V, A Resistência – 1958-1964 –, Livraria Civilização Editora, 1984, p. 173).

(123) «A partir do Congo e no interior de Angola organizou-se a revolta. Não restam dúvidas sobre o papel aglutinador da UPA e o trabalho de campo dos seus membros, confirmado por Holden Roberto. Durante uma visita a Túnis, Holden Roberto disse ao seu amigo e mentor Frantz Fanon: “Preste muita atenção a 15 de Março, o dia do debate nas Nações Unidas; coisas muito importantes vão acontecer nesse dia em Angola”. Em 10 de Março, por exemplo, um jovem quadro da UPA, Manuel Bernardo Pedro, incitou uma multidão de 3000 negros, reunidos numa mata perto de Nova Caipemba. As suas instruções foram específicas: destruir plantações, casas, pontes, aeródromos, quebrar enfim o sistema vital dos brancos. Este apelo à razia pura e simples decorria da perspectiva tribalista dos seguidores de Holden Roberto. Um investigador da história angolana observou: “a UPA não tinha em 1961 uma estratégia nacional, mas uma estratégia meramente tribal para os povos Bakongo e Dembos”. No dia 15 de Março, Holden Roberto estava em Nova Iorque, a pretexto da sessão do Conselho de Segurança. Reclamou para a UPA, em conferência de imprensa, a direcção de 40 000 quadros e mais de 500 000 simpatizantes dentro de Angola» (in José Freire Antunes, Kennedy e Salazar, Difusão Cultural, 1991, pp. 187-188).

(124) Sobre a firmeza e a tenacidade de Oliveira Salazar, entre outras características incomuns da sua índole, reporta-nos Franco Nogueira: «Lisboa, 14 de Abril [de 1961] – Todo o país está vergastado por um temporal político que deve ser raro na sua história. Compreendem-se agora melhor os tumultos, os morticínios, o terrorismo que lavram no Norte de Angola desde há um mês. Há um propósito internacional claro, deliberado, de fazer ajoelhar o governo de Lisboa e de vergar, pelo medo e pelo desvairo, o povo português. Se esta pressão se mantém, e apesar do gesto de Oliveira Salazar, por quanto tempo será suportável esta atmosfera? Firmeza, tenacidade, espírito de sacrifício e luta são coisas que desconhecemos entre nós» (in Um Político Confessa-se, p. 13).

(125) A triste sina de Portugal, após a entrega do Ultramar aos movimentos terroristas apoiados, financiados e municiados do exterior, tem-se, infelizmente, reflectido na integração das suas Forças Armadas no âmbito daquele que já é, para todos os efeitos, o exército único das Nações Unidas. A essa integração tem, aliás, correspondido o que eufemisticamente se designa pela participação de Portugal nas “missões de paz” da ONU, como a Força Internacional para Timor-Leste (INTERFET) e a Administração Transitória das Nações Unidas em Timor Leste (UNTAET), assim como a Missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental (MINURSO), a EUFOR Althea na Bósnia, a KFOR no Kosovo, ou ainda a Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF) no Afeganistão e a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO, anteriormente MONUC). E não se esqueça, entretanto, a “participação” de Portugal no âmbito da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), que surgiu na sequência da “força de paz” da União Africana constituída por 6000 elementos, nomeadamente a Missão Internacional de Apoio à República Centro-Africana (MISCA).

Curiosamente, passou no canal da TVI, no dia 10 de Setembro de 2017, uma reportagem onde se viam comandos portugueses na República Centro-Africana cujo desempenho militar tem sido, como sempre, deveras exemplar, mas desnecessariamente manchado pelo facto daqueles comandos usarem os veículos, as boinas e os capacetes azuis da ONU em detrimento das insígnias militares portuguesas. Este é, pois, o resultado por demais visível de como, em nome de “compromissos internacionais”, se traem interesses, propósitos e finalidades nacionais na esfera militar propriamente dita. No fundo, desaparecem os comandos portugueses para assim surgirem os mercenários usados e direccionados por forças militares estranhas a Portugal.

Ver aqui




(126) Por outro lado, há ainda o caso da epidemia de cólera que atingiu o Haiti em 2010, cuja fonte aponta para os “capacetes azuis” do Nepal que, na ausência de condições de saneamento no campo da Minustah, não somente propagaram a doença por centenas de milhares de pessoas, como também provocaram a morte a cerca de 10 000 haitianos. A ONU, como de costume, negou a sua própria responsabilidade com base na tese de uma inesperada «confluência de circunstâncias», convenientemente secundada nos privilégios e imunidades da Organização.

(127) Por seu turno, convém também relembrar as criminosas responsabilidades da ONU no genocídio do Ruanda, em 1994, ao ter forçado, com a conivência do governo ruandês, o desarmamento de civis que foram selvaticamente assassinados enquanto a “comunidade internacional” fechava os olhos e a “força de paz” da ONU se limitava, pura e simplesmente, a retirar na iminência dos massacres perpetrados contra os tútsis e hutus moderados. Ora, cerca de um milhão de pessoas foram mortas aquando do planeado genocídio ocorrido entre 6 de Abril e 4 de Julho de 1994. Além disso, muitas mulheres foram violadas, dando à luz milhares de crianças prontamente assassinadas.

O financiamento do genocídio passou, em grande parte, por dinheiro oriundo de alegados programas de ajuda internacional estreitamente ligados ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, ambos, aliás, originalmente homologados pela Organização das Nações Unidas. As armas, por sua vez, provieram do governo depois de adquiridas em França e no Egipto, com cerca de 4,6 milhões de dólares a serem investidos em facões, enxadas, machados, lâminas e martelos. De resto, não deixa de ser profundamente irónico o facto de, a 8 de Novembro de 1994, ter sido criado, através da resolução 955 do Conselho de Segurança da ONU, o Tribunal Internacional para o Ruanda, com o maquiavélico objectivo de julgar os crimes de genocídio, de guerra e contra a humanidade cometidos por ruandenses entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 1994.

(128) Este funcionário de nacionalidade sueca, identificado pelo jornal britânico The Guardian, entregou às autoridades francesas, em Julho de 2014, um relatório confidencial contendo detalhes sobre as vítimas e os “soldados franceses” envolvidos nos abusos sexuais perpetrados na República Centro-Africana. De resto, Kompass entregou um tal relatório antes de o ter apresentado a funcionários do Alto Comissariado da ONU para os direitos humanos, o que de imediato implicou a suspensão das suas funções na Organização, que o acusara de ter incluído no relatório os nomes e as moradas de testemunhos, investigadores e vítimas de abuso sexual, com os consequentes riscos de retaliação. Contudo, se tais informações haviam sido directamente entregues a promotores franceses, o único perigo daí decorrente seria mais particularmente dirigido, não àqueles testemunhos, investigadores e vítimas de abuso sexual, mas, sim, ao procedimento ilegal que está na origem das campanhas militares internacionais da ONU, bem como à prática sistemática de violação e sodomia levada a cabo pelos seus “capacetes azuis”.

(129) O método de controlo mundial da natalidade, devido à ampla e massiva esterilização com base no uso de vacinas, foi efectivamente posto em prática há mais de dois decénios pela ONU. O programa eugénico tem passado geralmente despercebido sob as diferentes campanhas de vacinação que procuram visar as mulheres em idade fértil, em países como as Filipinas, a Nicarágua e o México. A par disto, note-se ainda que o Fundo de População das Nações Unidas e a Planned Parenthood Federation of America, Inc. (PPFA) – uma organização que opera através de fundos governamentais e reúne centenas de clínicas especializadas na indústria do aborto –, têm sido, de facto, os principais organismos de projecção internacional a apoiar o regime comunista chinês na implementação de abortos forçados como parte integrante da sua “política do filho único”.

O Fundo de População das Nações Unidas tem, além disso, procurado a promoção do aborto em todo o mundo. O seu objectivo é, pois, criar os mecanismos universais para o que designa de “direitos reprodutivos”, que incluem o planeamento familiar, a contracepção e o acesso ao “aborto seguro” e legal. Tudo passa, portanto, por uma guerra travada contra as mulheres, em nome de gestações e partos seguros, além da redução do vírus da sida. Em suma: para que todas as mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito, torna-se necessário, na óptica da ONU, protelar o casamento, a procriação dos filhos e a consagração da família.

Para que fique assegurada a redução dos níveis de fertilidade, a ONU proclama ainda o investimento na “educação” das mulheres, para mais facilmente as incluir na força de trabalho e, assim, reduzir os nascimentos. Erigida frequentemente em nome da “sustentabilidade”, a política global de “saúde reprodutiva” da ONU apenas significa o seguinte: a supressão da liberdade, da humanidade e da independência nacional.

(130) Muitos cristãos da Costa do Marfim foram, efectivamente, mortos por jihadistas à machadada, devido ao apoio militar facultado pela Organização das Nações Unidas. Note-se ainda que, a 27 de Fevereiro de 2004, fora constituída, com base na aplicação da resolução 1528, a Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI), que, de resto, viria na continuidade da resolução 1464 de Fevereiro de 2003 do Conselho de Segurança da ONU, que autorizava a França e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a deslocar tropas para a Costa do Marfim, a fim de dar cumprimento aos acordos de Janeiro de 2003, firmados em Linas-Marcoussis, França, pelas partes beligerantes na guerra civil da Costa do Marfim.

(131) Muito embora a Comissão Eleitoral Independente (CEI) tenha declarado Alassane Ouattara como o vencedor das eleições, com 54.1% dos votos, a verdade é que o Tribunal Supremo, com base no artigo 94 da Constituição marfinense, declarou nula a declaração daquela Comissão uma vez se ter apurado a existência de fraude eleitoral, que, por seu turno, levou à exclusão dos votos em nove áreas situadas a norte do país. Nisto, o Tribunal Supremo acabou por concluir que, anulados aqueles votos, a vitória pertencia a Laurent Gbagbo, com 51% dos restantes votos.






Anders Kompass. Ver aqui









Continua


Nenhum comentário:

Postar um comentário