domingo, 2 de outubro de 2011

Portugal e os Americanos (iii)

Escrito por Miguel Bruno Duarte





Embarque de tropas portuguesas para Angola.




«Foi pelo universal que nos furtámos à condenação de um menor inseguro regionalismo europeu».

«A várias raças como até a culturas diversas deve Portugal a manutenção daquela unidade. Mas na base está um povo para quem a terra muito significa, uma visão realista que não tolera o esbulho do que é património e custou sangue e trabalho. O último caso está na brava reacção dos colonos de Angola, avessos à intimidação pelas chacinas, mantendo-se agrupados no território, preferindo os cercos à fuga, numa atitude instintiva desprezadora de cálculos acerca do êxito dessas múltiplas resistências isoladas».


Francisco da Cunha Leão



«Atingidas brutalmente, e com surpresa partilhada pelas autoridades, nas vidas e nos haveres, mesmo assim essas gentes revelaram uma capacidade de resistência e de decisão que, para além de aspectos de desorientação e até de pânico, não sei se encontram possível paralelo noutros territórios e não o tem, com certeza, nas zonas até agora atingidas em África pela onda do terrorismo subversivo».

Jorge Jardim



«…os acontecimentos do Norte de Angola têm de ser encarados em coordenadas de âmbito mundial: é um aspecto da luta sem tréguas entre os novos centros de decisão imperial que emergiram da guerra de 1939-1945».

«Mas é também nos círculos da oposição democrática tradicional que se erguem vozes de apoio à política de defesa do ultramar. Ramada Curto, socialista de espírito bem-humorado, declara pela radiodifusão que importa defender Angola, e que não se muda de general no decurso da batalha. Outros homens do mesmo matiz ideológico fazem idêntico apelo, ou não se acanham de exprimir opiniões concordantes: Hélder Ribeiro, Cunha Leal, Hernâni Cidade, Armando Cortesão, alguns mais. Lopes de Oliveira e Alberto Madureira, republicanos históricos, repetem o apelo que fizeram à unidade nacional, e agora entregam na Presidência do Conselho um documento: mantendo as suas opiniões e os seus ideais, "mas vendo acima de tudo a soberania nacional ameaçada por estrangeiros", pretendem reunir elementos ordeiros e construtivos para organizar uma União patriótica. E mesmo alguns de novas gerações mostram-se sensíveis ao problema. Um grupo que se intitula de jovens intelectuais – António Quadros, Fernando Morgado, Francisco Sottomayor, Fernando Sylvan, Jorge Preto, outros ainda – sugere mesmo uma política ultramarina integracionista, um esquema de povoamento, uma reparação de injustiças, uma revisão de alianças. E uma voz do passado faz ressoar o seu aplauso. Com mais de oitenta anos, do seu retiro de Leça do Bailio, Ezequiel de Campos, o espírito irrequieto e apaixonado pelo desenvolvimento da nação, escreve com mão trémula: "Desde o assalto ao navio Santa Maria tenho estado muito preocupado com o nosso Ultramar"; e "oxalá V. Ex.ª alcance, pela boa colaboração de todos, a plena Defesa Nacional para a ventura da grei"».


Franco Nogueira








«Ao provocarem a rápida, quase instantânea independentização dos povos africanos ainda passivos de uma situação de selvajaria ou de semi-selvajaria, o capitalismo norte-americano e o capitalismo estatal soviético sabiam e sabem, perfeitamente, que a onda nacionalista por eles suscitada iria improvisar Estados inviáveis sem o auxílio técnico, cultural e financeiro. Originar-se-ia assim para o colonialismo económico um novo surto de expansão, que expulsaria os mais fracos dentre os antigos tutores europeus para dar lugar a uma rivalidade, que não visaria tão-somente a exploração de riquezas naturais, algumas delas, como o urânio, o manganês, o crómio e o cobre, de inegável valor militar, mas outrossim a posse de posições-chave na hipótese pejorativa de futura grande guerra». 

Cunha Leal


«…a nossa gente bate-se e morre em Angola, como já se bateu e morreu noutras partes do território ultramarino. Bate-se e morre pelo Governo actual? Que ideia! Vai bater-se amanhã pela democracia? Que engano! Bate-se e bater-se-á com este ou outro Governo pela Nação que é uma realidade tangível, e que o povo sente bem na pureza do seu instinto patriótico e à margem da torcida filosofia dos doutores».

«…quando eu desaparecer, vai ser uma grande confusão! Tenho pena dos que assistirem a isso, vai ser uma confusão terrível».

 
Oliveira Salazar



«Aquele tipo [Mário Soares] é escritor, escreve muito bem, articula a língua e pensa coisas».

Agostinho da Silva


«Mário Soares sabe aquilo que vai aprendendo por esse mundo fora entre dois aviões. Não tem uma ideia consistente».

Vitorino Magalhães Godinho





 À guisa de conclusão



Fundação Mário Soares em Lisboa, na Rua de S. Bento, n.º 176 e 178.




Segundo o Correio da Manhã (28-9-2011), a Fundação Mário Soares vai receber este ano novo apoio financeiro da vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, no valor de mais de 64 mil euros. Ou seja: esta Fundação, com base num protocolo assinado a 7 de Novembro de 1995 com o município de Lisboa – de que era então presidente o socialista Jorge Sampaio -, tem sido financiada por dinheiro público para fazer vingar a “história dos vencedores” que é, nem mais nem menos, a história da república jacobina, maçónica e plutocrática. De resto, o dinheiro tributado à populaça inerme está já garantido «para o prolongamento, até ao dia 31 de Dezembro de 2011, da exposição “A Voz das Vítimas”, organizada pela Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória e pela Fundação de Soares».

Mas já que tanto se fala de memória e de vítimas, vamos lá também nós contribuir, sem nenhuma subvenção pública ou privada, para o despertar da consciência perante as mentiras historiográficas propaladas pelos mercenários das letras e da cultura triunfante. Assim, vejamos o seguinte trecho:

«A imprensa do Estado Novo estava sujeita à censura e era politicamente favorável ao regime. Quando a notícia era a guerra, o regime não deixava passar nada que não o favorecesse. Na imprensa, Portugal aparece sempre a ganhar, quase sem baixas, e os ataques desferidos pelos movimentos de libertação são escondidos. A propaganda substituía a informação. Os guerrilheiros dos movimentos de libertação são sempre referidos como "terroristas" e bandidos, "bandoleiros", e as suas acções de guerra como "assaltos". Os relatos devem pois ser lidos tendo isso em conta» (1).

Ora, aqui temos mais um flagrante caso de como se deturpa a história em comparação com o que certos investigadores, como Freire Antunes, deixam parcialmente entrever no que toca a um cenário radicalmente diferente. Como tal, tenhamos em conta a questão crucial e paradigmática de Angola:

«A partir do Congo e no interior de Angola organizou-se a revolta. Não restam dúvidas sobre o papel aglutinador da UPA e o trabalho de campo dos seus membros, confirmado por Holden Roberto. Durante uma visita a Túnis, Holden Roberto disse ao seu amigo e mentor Frantz Fanon: “Preste muita atenção a 15 de Março, o dia do debate nas Nações Unidas; coisas muito importantes vão acontecer nesse dia em Angola” (2). Em 10 de Março, por exemplo, um jovem quadro da UPA, Manuel Bernardo Pedro, incitou uma multidão de 3000 negros, reunidos numa mata perto de Nova Caipemba. As suas instruções foram específicas: destruir plantações, casas, pontes, aeródromos, quebrar enfim o sistema vital dos brancos (3). Este apelo à razia pura e simples decorria da perspectiva tribalista dos seguidores de Holden Roberto.

(…) Na madrugada de 15 de Março, como se esperava em Washington, Bona, Lisboa e outras capitais, o Norte de Angola foi avassalado por uma onda de brutalidade. Grupos negros bakongos, empunhando catanas e canhangulos, armas rudimentares de fabrico nativo, lançaram um ataque generalizado às fazendas e povoações na zona de fronteira com o Congo, na Baixa do Cassange, até às cercanias de Carmona. A violência tribal disseminou-se indiscriminadamente, não poupando crianças e mulheres brancas, pelas plantações de café isoladas, as vias de transporte e os postos de abastecimento. Um escritor famoso calculou que 300 europeus foram assassinados na área de Nambuagongo, outros tantos na região de Dange-Quixete, e 200 mais a norte do distrito do Congo (4). Nos dias seguintes prolongaram-se os actos de fúria radical previstos pela UPA. Richard Beeston, do Daily Telegraph, o único repórter que viajou pelas áreas da violência depois de 15 de Março, contou a David Newsom, primeiro-secretário da embaixada americana em Londres: “Durante uma acção aparentemente organizada, que começou em 15 de Março, 800 portugueses entre uma população total de 10 000 foram massacrados durante três dias” (5). Os ataques tinham um objectivo desertificador: a eliminação dos fundamentos materiais da comunidade branca.






Muitos fazendeiros empreenderam a fuga do inferno, chegando a Luanda, e daí partindo alguns para Lisboa. Em 20 de Março, a Força Aérea tinha já evacuado do Norte mais de 3 500 pessoas, sobretudo mulheres e crianças (6). Um oficial do Exército testemunhou: “A Luanda afluíam os refugiados do Norte, em estado físico e de espírito que favorecia o pânico e a ideia do êxodo para a metrópole… Nos muceques agitadíssimos, o clamar de “mata branco” enchia as noites de terror, escuras e chuvosas” (7). Mas outros colonos, como os habitantes de Carmona, dispuseram-se a ficar e a suster pela força das armas o que era seu pela força do trabalho. Richard Beeston: “A seguir ao massacre, os brancos do Norte fizeram justiça pelas suas próprias mãos. A primeira reacção coube à PIDE (a polícia secreta portuguesa). O Governo organizou uma milícia armada de cidadãos. Só depois o Exército interveio" (8). (…) Por todo o Norte de Angola vulgarizaram-se as imagens apocalípticas do horror e da crueldade» (9).

No primeiro dos trechos supracitados, é caso para dizer que os métodos de propaganda e censura não-institucionalizada já substituíram a informação objectivamente disponível para quem se dê ao trabalho de procurá-la de uma forma independente e responsável. Enfim, tudo isso deve ser levado em linha de conta, sobretudo quando se inverte e adultera o que, de facto, foi o terrorismo subversivo na África portuguesa:

«A imprensa joga aqui um papel clássico na guerra: demonizar o inimigo. Descreve os "terroristas" como homens que raptam mulheres e crianças das aldeias nativas, junto das quais não encontram apoio – tese que a realidade veio a desmentir obviamente: sem o apoio maciço das populações rurais, das quais eram originários os guerrilheiros e pelas quais estes eram escondidos e alimentados, não teria sido possível derrotar o exército português» (10).

Mas qual apoio maciço das populações rurais qual carapuça! Nisto, vejamos mais uma vez o caso de Angola:

«Concentrados meios, em homens e material, fora restabelecida a situação no Norte de Angola em termos convencionais: tudo que é importante está defendido, as comunicações estão asseguradas, o domínio territorial pertence às forças portuguesas por toda a parte. Mas, como previra Lopes Alves, a guerra adquire características clássicas da luta de guerrilhas, e consolida-se o modelo habitual: grupos dispersos praticam durante a noite actos de sabotagem, lançam ataques de surpresa contra objectivos limitados, ou espalham o terror ao acaso em pequenas áreas ou povoações; e durante o dia ocultam-se em matas ou misturam-se com população local pacífica. Para as autoridades continua a ser difícil avaliar o número de terroristas empenhados; e se, por um lado, aparecem melhor armados e treinados, também as forças portuguesas se apercebem de que os grupos revelam tendências ideológicas diversas ou obedecem a comandos políticos e militares diferentes. Responsável pelo desencadear do terrorismo em meados de 1961, afirma-se agora publicamente a União das Populações de Angola (UPA), com sede na República do Congo: é esta que o governo congolês apoia, que os círculos da ONU auxiliam, e que firmara acordos com entidades oficiais norte-americanas. Mas começam a definir-se em público outros agrupamentos políticos: uns de inspiração soviética, outros puramente nacionalistas (…). Mas neste mês de Agosto de 1961 são filiados na UPA os terroristas mais activos. Submetido o seu reduto de Nambuangongo, porém, sentem que sofrem grave desaire. Entretanto, nos meios da ONU, entre países do terceiro mundo, ou ocidentais, começa a esboçar-se um sentimento: Portugal parece ter a capacidade de resistir e, pelo menos, não se produziu um esbarrondamento de autoridade em Angola, ou na Metrópole» (11).




É, pois, perfeitamente claro que o apoio prestado aos terroristas não provinha das populações, mas de territórios vizinhos e poderes internacionais de que a ONU era a ponta de lança no contexto da nova estratégia mundial, conforme, aliás, se depreende das próprias palavras de Oliveira Salazar:

«O convite às autoridades portuguesas para cessarem imediatamente as medidas de repressão é uma atitude, digamos, teatral do Conselho de Segurança e que ele não tem a menor esperança de ver atendida, tão gravemente ofende os deveres de um Estado soberano. Desde os meados de Março não acharam nem o Conselho nem a Assembleia oportunidade para ordenar aos terroristas que cessassem os seus morticínios e depredações, e tantos dos seus membros o podiam ter feito com autoridade e eficácia. Mas quando intervém a autoridade cuja obrigação é garantir a vida, o trabalho e os bens de toda a população, essa obrigação ou primeiro dever do Estado não haverá de ser cumprido, porque é necessário que os terroristas continuem impunemente a sua missão de extermínio e de regresso à vida selvagem.

A consideração de que a situação de Angola é susceptível de se tornar uma ameaça para a paz e para a segurança internacionais, essa, sim, pode ter algum fundamento, mas só na medida em que alguns votantes se decidam a passar do auxílio político e financeiro que estão dando, para o auxílio directo com as suas próprias forças contra Portugal em Angola. Tudo começa a estar tão do avesso no mundo que os que agridem são beneméritos, os que se defendem são criminosos, e os Estados, cônscios dos seus deveres, que se limitam a assegurar a ordem nos seus territórios são incriminados pelos mesmos que estão na base da desordem que ali lavra. Não. Não levemos ao trágico estes excessos: a Assembleia das Nações Unidas funciona como multidão que é e portanto dentro daquelas leis psicológicas e daquele ambiente emocional a que estão sujeitas as multidões. Nestes termos é-me difícil prever se o seu comportamento se modificará para bem ou não agravará ainda para pior. Se porém virmos este sinal no céu de Nova Iorque, é meu convencimento que estão para breve catástrofes e o total descalabro da Instituição»
(12).

Aliás, em entrevista concedida pelo Presidente do Conselho à revista norte-americana «Life», o entrevistador, em contexto directamente relacionado com a questão em apreço, obtém o seguinte esclarecimento:

«Virá o fim, aparentemente iminente, da guerra da Argélia a criar mais um problema político para Portugal em África? Isto é, será de prever que oficiais armados e treinados da FLN se desloquem para Angola através do Congo ou da Guiné?

A imprensa internacional tem, na verdade, publicado notícias de que as organizações estrangeiras responsáveis pelo terrorismo ao Norte de Angola, e que, por não haver encontrado ambiente propício, pôde ser dominado, estariam agora recrutando reforços entre efectivos da FLN ou teriam enviado para a Argélia alguns dos seus sequazes para ali se treinarem e depois se infiltrarem em Angola através da fronteira norte. Apareceu até, há tempo, uma fotografia num grande jornal americano, mostrando no treino esses recrutas argelinos. Não sabemos se tais informações são ou não verdadeiras mas, para além das precauções que se impõem, retiramos daí dois pontos dignos de reparo. O primeiro é que certos sectores de opinião, que teimosamente se recusaram e ainda recusam a acreditar na nossa afirmação de que o terrorismo em Angola foi preparado, dirigido e lançado do exterior, são agora os primeiros a confirmar que a chamada "rebelião nacionalista" angolana depende exclusivamente da iniciativa estrangeira e é alimentada em fundos, material e pessoal, do exterior. Quer-nos parecer que tal confissão deveria ser acompanhada por firme reprovação, em nome dos princípios tão candidamente proclamados por esses sectores, da não-intervenção nos negócios internos de cada país e da coexistência pacífica. Mas assim não acontece, e afigura-se que oficiais ou soldados argelinos serão considerados em tais sectores como "nacionalistas angolanos". Li há dias num jornal inglês de responsabilidade a notícia de que a Polónia estava procurando polacos que falassem português a fim de os enviar para Angola. Deverão também esses considerar-se "nacionalistas angolanos"?




Em segundo lugar, e confrontando essas informações com outras que todos os dias são agora publicadas acerca das recriminações e rivalidades entre os dirigentes e os membros das referidas organizações, verifica-se que os responsáveis pelo terrorismo perderam a esperança de levar a pacífica população angolana a aderir ao seu movimento, não obstante as crueldades sobre ela praticadas com vista a engrossar, pela intimidação, as suas fileiras, para criar a aparência de se tratar de movimento interno. Falhado esse objectivo, restava o recurso que parece agora seduzi-los – pelo que a notícia, se nos põe de sobreaviso, não nos surpreende. Mas será curioso notar: o mundo considera os estrangeiros alistados nas forças catanguesas como "mercenários", cuja acção há que proibir; mas os estrangeiros que lançam o terror no Norte de Angola devem ser tidos como "nacionalistas angolanos!"» (13).

Por outro lado, o Partido Comunista, pese embora na clandestinidade, passou, a partir de 1965, a empreender o trabalho de subversão ideológica no interior das Forças Armadas Portuguesas. Desse modo, enquanto propiciava os contactos entre a União Soviética e os movimentos terroristas, envolveu-se na sabotagem do esforço de guerra português com base na subversão revolucionária dos oficiais milicianos, muitos deles recrutados no meio estudantil universitário. Assim, cumpria-se uma estratégia apostada na transição de células comunistas de soldados e marinheiros para a organização de núcleos de oficiais tal como o fizera o Partido Bolchevique durante a Grande Guerra nas hostes militares russas, ou como o fizera ainda Mao Tse-Tung para minar por dentro o exército de Chiang Kai-chek.

Entretanto, poderá alguém objectar que tudo isso faz parte do passado e sem nenhuma ligação com o presente. Mas se assim é, por que razão é que os portugueses estão efectivamente pagando do seu bolso as fundações, os institutos e os organismos de alegada cultura e utilidade pública ao serviço de um revisionismo histórico que diz preservar a memória quando, ao invés, a procura omitir, falsear e deturpar a olhos vistos? Por que razão os currículos escolares e universitários obedecem cegamente a esse revisionismo histórico sem que a maioria dos enganados enganosos dê por isso? E, finalmente, por que razão a república maçónico-socialista em Portugal, detentora de quadros e recursos técnicos, institucionais e humanos, persiste em levar avante os seus objectivos em nome da democracia, dos direitos humanos e da paz mundial apagando da memória as centenas de milhar de mortos da "descolonização exemplar" operada por Mário Soares e seus comparsas titulares de crimes de guerra e contra a humanidade?


Notas:

(1) «O Forte de S. João Baptista de Ajudá», in Os Anos de Salazar, Centro Editor PDA, 2008, 18, p. 59.

(2) World Outlook (Paris), vol. 2, N.º 9 (28 de Fevereiro de 1964), p. 19.

(3) Marcum, Angolan Revolution, p. 141.

(4) Hélio Falgas, Guerra em Angola (Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1961), p. 33.



Operação no Norte de Angola (1971).



(5) London 160. Memorandum of Conversation. July 35, 1961. Subject: "Situation in Angola". Participants: Mr. Richard Beeston, Mr. David D. Newsom. CONFIDENTIAL. Records of G. Mennen Williams, National Archives (Washington DC).

(6) "Portugal: Revolution in a Non-Colony", Time, 31 de Março de 1961.

(7) Joaquim Franco Pinheiro, "Testemunhos dos acontecimentos de Angola", Revista Militar, Fevereiro-Março de 1963, citado por Valença, Abrilada de 1961, p. 133.

(8) McVeigh, "Time Present Situation in Angola", pp. 8-9.

(9) José Freire Antunes, Kennedy e Salazar, Difusão Cultural, 1991, pp. 187-189.

(10) «O Forte de S. João Baptista de Ajudá», p. 60.

(11) Franco Nogueira, Salazar, V, 1984, pp. 318-319.

(12) Oliveira Salazar, O Ultramar Português e a ONU, SNI, 1961, pp. 21-22.

(13) Idem, Problemas Portugueses em África, SNI, 1962, pp. 9-10.




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