Escrito por Henrique Veiga de Macedo
Estendido na areia ao
sol, adormeci,
E logo me tomou um
estranho calor,
E uma luz começou em
mim a ser fulgor,
E onde era escuridão, a claridade vi.
Nunca sentira o que a
dormir então senti:
Não era um sonho igual
aos outros, um torpor,
Mas um sono desperto
por sonhos de cor
Em que mais refulgia a
ígnea cor-rubi.
Em mim entrara, etérea,
a alma de Platão,
E logo me levara na
ideia ou “visão”,
À Estrela donde eu viera
–a Empírea Luz.
Lá estava Agostinho,
... o das “Confissões”,
Mais os “exímios”
santos, e outros Platões
Escutando a Palavra em
fogo de Jesus.

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