sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Aljubarrota: Símbolo Nacional

Escrito por Miguel Bruno Duarte




Mosteiro da Batalha
















Decorreu, na Pequena Casa Lusitana, mais um espectáculo rocambolesco no contexto das eleições presidenciais de 2011 (1). Os candidatos, procedentes do socialismo pós-revolucionário de 1974, mostraram assim que entre eles não existe nenhuma diferença de natureza, mas tão-só uma diferença de grau traduzida na perseguição mais ou menos feroz e imediata da socialização económica, política e cultural dos Portugueses. Para o efeito, a comunicação social, invadida por uma turma bem-falante de politólogos e arrivistas partidários, mostrou ad finem como se emburra e entontece a populaça ao exibir um rol de comunistas e socialistas que dizem ter lutado pela liberdade em Portugal contra o regime “fascista”, como é o caso de Manuel Alegre armado em valentaças, mesmo quando, num acto de pura e vil cobardia, desertou da guerra então movida contra o Ultramar Português para ir engrossar as fileiras de “companheiros de viagem” na Argélia.

Ora, a verdade omitida no meio jornalístico, político e universitário, é que socialistas e comunistas nunca lutaram pela liberdade em Portugal, mas apenas militaram em prol de poderes estrangeiros adstritos a ideologias revolucionárias responsáveis pelo genocídio de milhões de seres humanos. Nessa realidade também se inclui a carnificina de vidas humanas na Guiné, Angola e Moçambique, cujo processo permanece, aliás, praticamente omisso nos manuais de história do ensino oficial, para não dizer inteiramente silenciado em teses universitárias que jamais atendem ao complexo de forças historicamente empenhadas na destruição da presença portuguesa em África, na Ásia e na Oceânia. Logo, não é por acaso que a traição de agentes económicos, políticos e militares ao serviço do comunismo internacional conduzisse ao estado em que Portugal ora surge como uma província económica e financeiramente absorvida na Europa, e, a partir daí, politicamente dependente de uma burocracia mundial de que o Fundo Monetário Internacional e outras agências afins representam apenas uma ínfima expressão.

Neste comenos, dizem os socialistas no poder que Portugal já enfrentou graves perturbações de ordem nacional e, portanto, saberá sair da presente “crise” por eles próprios potenciada nos últimos quarenta anos. Todavia, não admitem, por ignorância ou má-fé, que uma diferença substancial existe entre as crises históricas da nossa nacionalidade (1383-85;1580) e a catástrofe nacional traduzida na completa subordinação do ideal colectivo português a instituições, poderes e organismos internacionais. E, se no passado, os Portugueses podiam muito bem intuir quem era o inimigo, nem sequer imaginam quem, no presente, o seja. Por conseguinte, a duplicidade e a mentira constituem, sem dúvida, os sinais por demais inquietantes do nosso tempo.

Estátua de D. Nun'Álvares Pereira, do escultor Leopoldo de Almeida, em frente do Mosteiro da Batalha.



Batalha de Aljubarrota












Réplica da espada do Santo Condestável na igreja de Flor da Rosa.









Em contrapartida, é um facto de que, na crise de 1383-85, a voz do sangue se fizera ouvir no povo português, a começar na criação de um sistema jurídico na figura pátria de João das Regras, e a culminar na força das armas personificada em Nuno Álvares Pereira contra seus irmãos partidários d’El-Rei de Castela. O português desse tempo era indubitavelmente uma outra natureza (2) personificada na força física, psíquica e espiritual pronta a sacrificar-se pela Pátria, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota à luz de uma desproporção digna de registo: 7 000 portugueses para mais de 30 000 inimigos. E venceu, demonstrando como é possível os poucos vencerem os muitos.

Depois, aquando da centralização filipina, entre 1580 e 1640 – concertada no conde-duque de Olivares -, os Portugueses, com base nos fidalgos conspiradores, restauraram finalmente a sua Independência, pese embora membros da nobreza e do clero penderem mais para a balança dos seus juízos e dos seus interesses do que propriamente para a fonte sempre viva do nacionalismo pátrio. Enfim, o inimigo, fosse Castela ou algum outro poder estrangeiro, estava bem identificado a ponto de a mocidade acorrer num vivo e lídimo espírito de patriotismo, sacrifício, valentia e sentimento de dignidade própria.

Além disso, as virtualidades da dualidade histórica peninsular permanecem no subconsciente português. No caso de Aljubarrota, a independência política de Portugal não só viera na sequência de um dos mais decisivos combates da Idade Média - de que a Inglaterra certamente beneficiou no âmbito da Guerra dos Cem Anos -, como ainda providenciara a aliança luso-britânica no contexto da mundividência atlântica. No fundo, Aljubarrota é, por excelência, o símbolo da reserva moral, histórica e espiritual da Pátria portuguesa perante a traição e o colapso da elite político-económica ao arrepio de interesses, partidos e organizações estrangeiras.

Não por acaso Oliveira Salazar se referira à Batalha de Aljubarrota como a «Festa da Mocidade» (1935), ou como o fenómeno histórico perpetuado na Independência Pátria. Por outras palavras: «Sempre o mesmo Milagre» (1936). E também, não por acaso, se predispôs a fazer valer a aliança luso-britânica durante a Segunda Grande Guerra, bem como durante as vicissitudes que levaram à invasão e ocupação do Estado Português da Índia (Goa) pela União Indiana, ocorrida a 7 de Dezembro de 1961. De facto, Oliveira Salazar - não obstante os acordos de paz e amizade entre Portugal e a Inglaterra numa época anterior a 1372, ou a aliança entre Lisboa e Londres realizada a 9 de Maio de 1386, no Castelo de Windsor -, soube, com tacto e habilidade, fazer uso de alianças mais recentes na prossecução dos objectivos nacionais, como a claramente expressa na declaração de 14 de Outubro de 1899, que ratificara ora a validade do artigo 1 do Tratado de 1642 - concernente à aliança entre o Governo português e o Governo britânico -, ora a do artigo final do Tratado de 1661 relativa à obrigação de o Governo britânico defender os territórios da Coroa de Portugal contra todos os seus inimigos presentes e futuros.



Oliveira Salazar e Francisco Franco



De resto, convém lembrar que, durante a Guerra Civil Espanhola, o iberismo estava em muitos aspectos claramente patente, como nos deixa entrever Franco Nogueira:

«Sem embargo dos protestos de amizade, e da dívida contraída, Oliveira Salazar não tem ilusões sobre os sentimentos de algumas correntes políticas entre os próprios nacionalistas. Sabe que em S. Sebastião começara a publicar-se um jornal falangista cujos prospectos apresentam a Península sem divisão de fronteiras e atravessada, de um lado ao outro, pela palavra "unidade". E sabe que em Valladolid e Palência circula um opúsculo em que se afirma um novo grande destino para a Espanha no mundo, e que o serviço de imprensa das juventudes falangistas edita um cartaz de propaganda em que, abrigadas pelas asas da águia imperial de Carlos V, se dispõem a par as armas de Aragão, Castela e Portugal, tendo por debaixo a legenda: "El Império Español". Os sentimentos assim exibidos, e os seus desígnios, não são expressos, a título imediato, por outras facções políticas que apoiam Franco. Mas Salazar não esquece as "reservas históricas" perante o iberismo que desde o início da guerra tem presentes no seu espírito, e está consciente de que não deve ceder a entusiasmos, nem perder de vista que a ambição ibérica é factor permanente na Península, partilhada por todos os espanhóis, e de que se lhe impõe ser simplesmente português, e cauteloso com frieza» (3).

Convém igualmente notar que, perdido o Ultramar, surgiram em Portugal intelectuais a propugnar pela União Ibérica, entre eles o historiador e maçon Oliveira Marques. Nesse contexto, António Quadros, em A Arte de Continuar Português, relembrou o carácter anacrónico do iberismo do século XIX, bem como o projecto ibérico que, no pós-25 de Abril, grassava nos termos de uma solução comercial, industrial e economicista em que Portugal seria tudo menos Portugal. A. Quadros também expõe, no mesmo livro, a discordância com Agostinho da Silva nessa matéria, porque, em vez de uma confederação ibérica, seria preferível «a criação de uma Comunidade Luso-Hispano-Afro-Americana, porque aí entraríamos mais fortes e apoiados do que numa União Ibérica – e porque a Península manifestaria então claramente a sua vocação trans-europeia, sem deixar de o ser (europeia)» (4).

Seja como for, a Espanha nunca ocultou o desiderato de uma hegemonia geopolítica e geoestratégica no Mediterrâneo e no Atlântico. Desse modo, jamais dispensou os objectivos já prementes nos séculos XVI e XIX quanto à integração de espaços territoriais que não foram e não são politicamente os seus. Não é, pois, por acaso que o seu interesse tenha sido, num tempo ainda relativamente recente, o de assumir comandos militares no âmbito da NATO, ou até mesmo o de promover o seu empresariado em Angola a par de linhas de crédito avaliadas em milhões de dólares.

Hoje, continua latente o princípio das nacionalidades, mesmo quando a unidade política e económica da União Europeia seja, efectivamente, um projecto hegemónico com vista à subordinação das soberanias nacionais à Nova Ordem Mundial. De sorte que o internacionalismo de Jean Monet, impulsionado por inconfessáveis interesses económicos e financeiros multinacionais, prossegue na concertação dos “Estados Unidos da Europa”. Aliás, a suposta unidade europeia não se confina a um mito da actualidade, se, para tanto, recordarmos a Respublica Christiana após a queda do Império Romano do Ocidente, assim como a tentativa de restauração do Sacro-Império Romano de Carlos Magno, ou até mesmo a aventura imperial de Napoleão Bonaparte, Adolfo Hitler e tutti quanti.



Napoleão



Actualmente, Portugal não apresenta um escol capaz de se subtrair às várias forças, partidos e organizações ao serviço do globalismo invasor. E uma tal situação nem sequer é passível de ser comparada às crises nacionais do passado, dada a completa transferência da soberania nacional para centros de decisão europeia e mundial, revertida na perda de moeda própria e na subordinação do ensino às directrizes internacionais, ou na tributação progressiva sobre os bens e a propriedade dos Portugueses, bem como na premeditada, concertada e consumada agressão dos agentes políticos contra a diáspora portuguesa de inspiração armilar. Mais: a revolução comunista de 1974 logrou vibrar, com base na venalidade, fraqueza e traição da corja político-militar, o maior e o mais trágico golpe mortal sobre o altar da Pátria portuguesa e dos que por ela, vertendo o sangue, se sacrificaram desde o Infante Santo em Fez até aos soldados portugueses tombados na Guiné, Angola e Moçambique.

Nesta conjuntura, relembremos que, já antes do 25 de Abril, Veiga-Simão, então ministro da Educação no tempo de Marcello Caetano, vinha preparando a unificação do ensino segundo directrizes internacionais preconizadas pela UNESCO e pela OCDE. Tratou-se, pois, de uma época de transição em que se lançaram as estruturas socialistas para o que viria a ser, na pós-revolução comunista de 1974, a implantação de um ensino igualitário e unificador pautado por programas destinados a excluir os valores patrióticos, poéticos e universais em prol de um economicismo intervencionista. É, de facto, o tempo em que Camões, património cultural e espiritual dos Portugueses, redunda banido de um ensino doravante dominado por intelectuais, arrivistas e revolucionários arregimentados pelo socialismo dominante.

Ora, os estragos dessa alienação revolucionária deixaram até hoje feridas jamais saradas na fisionomia espiritual da Pátria, bastando, como tal, observar como se perpetua todo um sistema de ensino mistificado em programas, métodos e bibliografias que acompanham a agenciação pedagógica e didáctica de professores segundo o modelo marxista de inspiração gramsciana. Um exemplo disso perpassa na compulsiva leitura de Saramago por ora imposta às novas gerações, a rodo de desperdiçarem o seu tempo juvenil à laia de um energúmeno interna e internacionalmente induzido pelo neocomunismo invasor. No fundo, trata-se de algo que só a esquerda poderia forjar nos termos de uma união ibérica, ademais proposta e induzida por Saramago.

Actualmente, perdida a independência política e económica de Portugal, os nossos vizinhos peninsulares certamente vêem com agrado a verborreia antipatriótica de um comunista como Saramago. E não é de todo irrelevante que a historiografia espanhola apresente Portugal como um caso histórico de rebeldia peninsular, ibérica ou hispânica. Atento a essa questão, Franco Nogueira remete-nos, pois, para o essencial:

«Este quadro, reconstituído e endossado pelos contemporâneos espanhóis, corresponde e continuou ao tempo de Filipe II. Era o «Macau espanhol», e a «Angola espanhola»; a «penetração cristã foi católico-hispânica»; Moçambique «incorporou-se no património de Sua Majestade Católica»; Espanha «esteve presente na África Oriental», que formou parte «dessa hispanidade ignorada da Ásia, da África e da Oceânia»; enfim, «Filipe II de Espanha estende o seu domínio a todos os mares e a todos os continentes» (Luís Maria Anson, La Negritud, Madrid, 1971). Angola exerceu especial fascínio: era a «cousa mais grande e rica». Era espanhola na sua «maior parte a obra missionária exercida nos territórios do Oeste de África»; os espanhóis fundaram as «missões do Congo e de Angola em 1645»; é dos reis de Espanha, Filipe II e Filipe III, que Angola recebeu ajuda; os portugueses nada mais faziam além de procurar metais preciosos e praticar a escravatura; e Angola foi «uma verdadeira dependência do Brasil e da América espanhola» (Cf. Claudio Miralles de Imperial y Gomez, Angola en Tiempos de Filipe II y de Filipe III, Instituto de Estudios Africanos, Madrid, 1951). E esta visão está na linha do que pensa a historiografia espanhola: «com a aquisição de Portugal passaram a ser de Espanha os ricos e vastos territórios que aquela nação possuía na África, Ásia, América» (Ricardo Beltran y Rozpide, Compendio de Historia de España, 248, Madrid, 1889). Portugal era tratado como «povo conquistado»; e por isso a sua independência foi «uma rebelião» (ob. cit., 273, 274)» (5).



Estandarte Real de Filipe II de Espanha



Rebelião, não. Sempre o mesmo milagre, pelo qual paciente e profundamente esperamos. Em suma: sentimento de independência nacional, sacrifício, abnegação, domínio do espírito sobre a matéria, eis assim a razão de ser do valor patrimonial, histórico e transcendente de um povo cujas letras, cuja política e cujas armas permanecem à luz do admirável precedente que foi e sempre será a heróica e patriótica Batalha de Aljubarrota.


Notas:

(1) O custo da farsa ultrapassou os 3 milhões de euros (mais de 700 000 escudos em moeda nacional), segundo números oficiais. Quer dizer: o Estado, pela mão dos contribuintes, alimentou quatro candidatos (três socialistas e um comunista) sem que verdadeiramente se contemplassem propostas ou ideias substanciais para Portugal. Passearam, exibiram-se, auto-elogiaram-se até ao limite do messianismo mais balofo enquanto o populacho era vítima da mais vazia omnipotência concentrada em organizações sectárias e partidárias de “centro e extrema-esquerda”. Perante um tal cenário, é cada mais evidente que as eleições presidenciais, a par das eleições legislativas e autárquicas, contribuem para consolidar e perpetuar o domínio dos poderes do Estado por grupos, facções e organizações partidárias ao serviço do socialismo dominante. Por outras palavras, os partidos, detendo o monopólio do Estado, extrapolam criminalmente aquilo que deveriam ser - associações particulares -, na medida em que surgem como extensões financeiras e políticas de um Estado tentacular responsável pela servidão de um dos povos mais pobres da Europa e, a curto prazo, do mundo.

(2) Vem bem a propósito uma passagem dialogante entre António Quadros (o entrevistador) e Álvaro Ribeiro (o entrevistado):

«Quanto ao povo português, sei que a sua opinião desconcerta e perturba os sociologistas, que se baseiam sempre nos elementos mais aparentes e mais superficiais para extrair conclusões não apenas pessimistas quanto ao presente, mas ainda quanto ao futuro. Crê que ele tem simplesmente o direito de existir autonomamente ou vai mais longe?

- Vou mais longe, como sabe. Estudos etnológicos me levaram à convicção da superioridade do povo português… Alberto Sampaio, Martins Sarmento, João Bonança, José Leite Vasconcelos, Mendes Correia…- Mas os sociologistas…

- Bem sei que a observação empírica não é favorável à minha tese. Que miséria fisiológica, a da nossa população!... Isto é hoje. Mas pelo estudo da genética e das ciências afins, cheguei a estar convencido de que, com a educação apropriada, o nosso povo revelaria muito depressa a sua congénita superioridade…

- Superioridade que, embora não sendo evidente, não é pois um mero arroubo lírico de filósofo messiânico…



- A este respeito, penso como Bruno, Fernando Pessoa, Pascoaes… Mas quer uma prova dos malefícios do sistema educativo? Tenho observado que o aldeão é mais inteligente do que o cidadão, a mulher do que o homem, a criança do que o adulto, o analfabeto do que o diplomado com o curso superior. Porquê? Porque os pedagogistas ignoram a realidade dos sexos, porque o nosso sistema de ensino, composto de humilhações, exames e concursos, apenas estimula certo espírito de astúcia, reprime as tendências reveladoras de virtudes latentes na alma do povo. Latentes quer dizer que podem esperar até séculos pela revelação, como os grãos de trigo conservadas nas múmias do Egipto.

A propósito da abundância de poetas líricos, disse-me várias vezes Leonardo Coimbra que o nosso sistema escolar faz cessar a evolução mental do português aos quinze anos. É verdade. Basta fazer a análise lógica dos compêndios escolares. Depois dos quinze anos tudo é ensinado a martelo, na intenção de reconduzir as novas e mais complexas noções aos esquemas da mentalidade pueril. Outrora, na Idade Média, o povo português atingiu o nível mental dos setenta anos, a tradicional sabedoria de barbas brancas. Estão as provas do que afirmo no folclore e na literatura»
(«O Testemunho de Álvaro Ribeiro», in As Portas do Conhecimento, dispersos escolhidos, IAC, 1987, pp. 185-86).

(3) Franco Nogueira, Salazar, III, Livraria Civilização Editora, 1983, p. 139. Na mesma página, em nota de rodapé, escreve Franco Nogueira: «Convirá neste ponto esclarecer que a atitude do General Franco para com Salazar e para com Portugal foi sempre correcta, e no plano pessoal comportou-se sempre com especial deferência. Contudo, quando cadete em Toledo, Franco escolhera como problema para o exercício do seu final de curso o tema: Como se ocupa Portugal em 28 dias. Para a época, e com os meios convencionais dos princípios do século, foi havido por notável pelo Estado-Maior espanhol. Salazar sabia-o».

(4) António Quadros, A Arte de Continuar Português, Edições do Templo, 1978, p. 202. A posição de Agostinho da Silva, tal como a transmitira a António Quadros, consistia, entre outros aspectos, por não ser «iberista», mas apenas da Língua Portuguesa. Por outro lado, repudiava a ideia da ligação de Portugal com «a Espanha "bloco", a de Carlos V, isto é, com os acrescentos formados no século XVIII». Por fim, afirmava que a «nova Espanha é que vai fazer funcionar bem as ideias do 25 de Abril; a volta ao mundo será dada, como da outra vez, por inspiração portuguesa e capacidade espanhola» (in ob. cit., p. 202).

(5) Franco Nogueira, Juízo Final, Livraria Civilização Editora, 2000, pp. 99-100.







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